Rio de Janeiro senhoras

seguidores cultistas loucos de Hiram Abiff brasileiros

2020.11.20 13:12 darkstep1312 seguidores cultistas loucos de Hiram Abiff brasileiros

Brasil:

Padre Antonio Diogo Feijó – sacerdote paulistano. Lutou pela Independência. Foi deputado e ministro da Justiça.
Lamartine de Azeredo Babo – músico carioca. Um dos mais completos compositores brasileiros.
Rui Barbosa – jurisconsulto baiano. Assombrou o mundo em Haya, na Holanda, ganhando o apelido de “Águia de Haya”. É considerado o maior jurista do Brasil.
Antonio Castilho de Alcântara Machado D’Oliveira – Advogado e Jornalista paulistano. Foi um dos mais importantes e originais representantes do movimento modernista brasileiro.
Victor Brecheret – escultor paulistano. Fundador da escola modernista e autor do Monumento às Bandeiras, localizado no Ibirapuera.
Lauro Severiano Müller – Militar e estadista catarinense, da cidade de Itajaí. Elaborou as leis de construção e funcionamento dos portos. Ajudou muito na ampliação das estradas de ferro.
Menotti Del Picchia – Poeta, jornalista, romancista, contista, cronista e ensaísta paulistano. Um dos arautos do Movimento da Semana de Arte Moderna, em 1922.
Joaquim Saldanha Marinho – político pernambucano. Deputado, senador e governador de São Paulo e Minas Gerais.
Antônio Carlos Gomes – compositor campineiro. O maior compositor clássico brasileiro. Autor da Ópera “O Guarani”.
Quintino Ferreira de Sousa Bocaiúva – político fluminense. Propagandista republicano, foi redator dos primeiros decretos da república.
Alfredo da Rocha Vianna Filho – “O Pixinguinha” – compositor carioca. É considerado o Pai da Música Popular Brasileira. “Carinhoso” é o seu mais expressivo sucesso.
José Joaquim de Andrade Neves / Barão do Triunfo – Militar de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Um exemplo de soldado militar.
Luiz Gonzaga – Músico, compositor e cantor pernambucano. Um dos grandes nomes da música popular brasileira, é considerado do “Rei do Baião”.
Joaquim Gonçalves Lêdo – jornalista carioca. Prócer da República e redator do manifesto de fevereiro de 1832. Vetor da fundação do Grande Oriente do Brasil.
Oscar Lorenzo Jacinto de La Inmaculada Concepción Teresa Diaz – “O Oscarito”– considerado um dos maiores comediantes do cinema brasileiro.
Francisco Glicério de Cerqueira Leite – Jornalista e político da cidade de Campinas (SP). Um dos artífices da Campanha Republicana. Foi vereador, deputado e senador. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Manoel Deodoro da Fonseca – Militar e político da cidade de Alagoas (hoje Deodoro) (AL). Proclamou a República do Brasil, sendo seu primeiro presidente.
Júlio Cesar Ferreira de Mesquita – Jornalista, advogado, escritor e político da cidade de Campinas (SP). Foi diretor e proprietário do jornal O Estado de São Paulo. Deputado e senador, Júlio de Mesquita foi um dos mais brilhantes jornalistas do Brasil.
Nilo Procópio Peçanha – Advogado e político da cidade de Campos (RJ). Um dos mais ardorosos defensores da Campanha Republicana e da Abolição da Escravatura. Foi deputado, ministro de Estado, vice-presidente e presidente da República. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Prudente José de Moraes Barros – Advogado, literato e político da cidade de Itu (SP). Foi deputado provincial, senador, governador do Estado e primeiro presidente civil do Brasil. É considerado um dos homens públicos mais honestos e patrióticos de nossa história.
Francisco Rangel Pestana – Jornalista, advogado e político da cidade de Iguaçu (RJ). Fundador de vários jornais, entre eles, “A Província de São Paulo” que se tornaria “O Estado de São Paulo”. Foi deputado provincial, senador, vice-presidente do Estado do Rio de Janeiro e governador do Estado de São Paulo, no triunvirato após a Proclamação da República.
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon – Dom Pedro I –Príncipe Regente, nascido no Palácio de Queluz, nos arredores da cidade de Lisboa. Foi o primeiro imperador do país. Proclamou a Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1822. Em 1824, outorga a primeira Constituição brasileira.
Mario Marinho de Carvalho Behring – Engenheiro e jornalista da cidade de Ponte Nova (MG). É o fundador das Grandes Lojas Brasileiras.
Francisco Jê de Acayaba Montezuma/ Visconde de Jequitinhonha – Advogado e político da cidade de Salvador (BA). Um dos precursores do abolicionismo, foi deputado, conselheiro de estado e senador. Foi um dos fundadores do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros. É fundador do Supremo Conselho do Grau 33o. do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Octávio Kelly – Advogado, jornalista, político e professor da cidade de Niterói (RJ). Foi deputado estadual, juiz federal, membro do T.R.E. do Rio e membro do Supremo Tribunal Federal. Grande inteligência e cultura. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Francisco Rorato – Contabilista, nasceu na cidade de Guaxima, município de Conquista (MG). Apaixonado pelo jornalismo, fundou vários jornais e a Editora Jornalística A Verdade. Idealizador e construtor do Templo Maçônico da Grande Loja. Foi Grão-Mestre da GLESP. É considerado um dos maiores vultos da história da maçonaria.
Júlio de Mesquita Filho – Jornalista e advogado da cidade de São Paulo (SP). Foi diretor do jornal O Estado de S. Paulo. Fundador do Jornal da Tarde e Rádio Eldorado. Coordenador e maior líder civil do Movimento Constitucionalista de 1932.
Jânio da Silva Quadros – Professor, advogado e político da cidade de Campo Grande (MTS). Foi vereador, deputado, prefeito, governador e presidente da República. Orador carismático e político de profunda erudição.
Hervê Cordovil – Músico, compositor e maestro da cidade de Viçosa (MG). No Rio de Janeiro estudou piano e fez músicas com grandes compositores, como Noel Rosa, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa e Luiz Gonzaga. É considerado um gênio da música popular brasileira.
Alfredo D’Escragnole Taunay/ Visconde de Taunay – Militar, escritor e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi governador dos estados de Santa Catarina e Paraná. Dedicou-se à crítica literária, música e pintura. “Retirada da Laguna” e “Inocência”, são suas principais obras. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
Venceslau Bras Pereira Gomes – Advogado e político da cidade de Brasópolis (MG). Foi vereador, deputado, governador do Estado de Minas Gerais e presidente da república.
Cesário Nazianzeno de Azevedo Mota e Magalhães Júnior – Médico higienista e político da cidade de Porto Feliz (SP). Fundador da Escola Politécnica e da Escola de Farmácia de São Paulo. Lançou as bases da Escola Agrícola de Piracicaba. Executou o saneamento do Porto de Santos. Combateu a cólera, varíola e extinguiu a febre amarela.
Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça – Jornalista e advogado da cidade de Colônia do Sacramento (República Oriental do Uruguai). Fundador do 1o. órgão da imprensa brasileira, “Correio Brasiliense”. Prócer da Independência do Brasil, é considerado o Pai da Imprensa Brasileira.
Adhemar Pereira de Barros – Médico e político da cidade de Piracicaba (SP). Foi prefeito e governador de São Paulo. São destaques de sua administração as áreas de Saúde Pública, Educação e Energia.
Floriano Vieira Peixoto – Militar e político da cidade de Ipióca (AL). Consolidou a República Brasileira. Foi presidente em substituição a Deodoro da Fonseca. Em seu governo, enfrentou muitas revoltas com firmeza e energia, recebendo por isso, o apelido de “Marechal de Ferro”.
José Lopes da Silva Trovão – Patriota da Ilha de Gipóia/Angra dos Reis (RJ). Um dos maiores propagandistas do Movimento Republicano. Um verdadeiro paladino da liberdade.
Nicola Aslan – Historiador nascido na Ilha de Chio – Grécia. Fez do Brasil o país do seu coração. Autor de grandes obras maçônicas, é membro fundador da Academia Maçônica de Letras.
Eleazar Segundo Afonso de Carvalho – Regente, compositor e instrumentista da cidade de Iguatu (CE). Autor da ópera “Descobrimento do Brasil”. Primeiro brasileiro a reger a Sinfônica de Boston. Regeu as Filarmônicas de Berlim e Viena. Primeiro regente da Sinfônica do Estado e criador do Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Pedro Manuel de Toledo – Político, advogado e jornalista da cidade de São Paulo – São Paulo. Foi ministro da Agricultura, embaixador em Roma, Madri e Buenos Aires. Interventor de São Paulo e líder civil da Revolução Constitucionalista de 1932. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente entre 1908 e 1913.
Cônego Januário da Cunha Barbosa – Jornalista, orador sacro, poeta, biógrafo e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Prócer da Independência do Brasil, lutou muito para sua emancipação.
George Savalla Gomes/ O Carequinha – Compositor, cantor e artista circense da cidade de Rio Bonito (RJ). Formou com Fred Vilar, a mais notável dupla de palhaços.
Alcindo Guanabara – Jornalista e político da cidade de Guapimirim – Magé (RJ). Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Trabalhou em diversos jornais do país, participando ativamente do Movimento Republicano. Foi deputado pelo Rio de Janeiro. Fundador do jornal A Tribuna. É considerado um dos maiores jornalistas brasileiros.
Rafael Gióia Martins Júnior – Professor, advogado, jornalista, publicitário, poeta e político da cidade de Campinas (SP). Foi vereador, deputado estadual e federal. Um dos grandes poetas cristãos do Brasil.
Erwin Seignemartin – Contabilista e administrador financeiro da cidade de Ribeirão Preto (SP). Foi um dos mais ativos conferencistas de temas maçônicos. Membro da Academia Maçônica Paulista de Letras. Foi Secretário de Relações Exteriores e Grão-Mestre da GLESP.
Luiz Alves de Lima e Silva/ Duque de Caxias – Militar e estadista, nasceu na Fazenda de São Paulo, no Taquaruçú, na Vila de Estrela da Província do Rio de Janeiro (RJ). Foi Ministro da Guerra, criador do Supremo Conselho Militar. Lutou em várias frentes de batalha, em todo continente. Caxias é o Patrono do Exército Brasileiro.
Miguel Joaquim de Almeida e Castro/ Padre Miguelinho – Sacerdote e idealista da cidade de Natal (RGN). Um dos mais dinâmicos ativistas da Revolução Pernambucana de 1817.
Bento Gonçalves da Silva – Militar e revolucionário da cidade de Triunfo (RGS). Defensor de idéias liberais, comandou a Revolução Farroupilha que levou à proclamação da República do Rio Grande do Sul.
Evaristo Ferreira da Veiga e Barros – Jornalista e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi deputado, trabalhando incansavelmente pela defesa das instituições públicas. É autor da letra do Hino da Independência.
José Carlos do Patrocínio – Jornalista e escritor da cidade de Campos de Goitacases (RJ). Lutou no Movimento Republicano. Seus textos fortes o tornaram símbolo do Movimento Abolicionista no Brasil.
Francisco Antonio de Almeida Morato – Advogado, professor e político da cidade de Piracicaba (SP). Foi diretor da Faculdade de Direito da USP, um dos fundadores do Instituto da OAB e o 1o. presidente da Ordem dos Advogados do Brasil.
Homero de Souza Campos/ o Ranchinho – Artista, músico e cantor de Campos Gerais (MG). Formou com Alvarenga a dupla sertaneja satírica “Alvarenga e Ranchinho”.
Washington Luís Pereira de Sousa – Advogado e político da cidade de Macaé (RJ). Vereador e prefeito na cidade de Batatais, interior de São Paulo, deputado estadual, prefeito da capital e governador do Estado. Foi presidente do Brasil.
Antonio Evaristo de Morais – Advogado e jornalista da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi consultor jurídico no Ministério do Trabalho, presidente da Associação Brasileira de Criminologia, um dos fundadores da ABI e do Partido Operário. Popularizou-se como defensor dos fracos e pobres. Foi um dos maiores criminologistas do Brasil.
João Batista Mascarenhas de Moraes – Engenheiro e militar da cidade de São Gabriel (RGS). Foi comandante da Força Expedicionária Brasileira. Comandou o 1o. Escalão em Nápoles, na 2a. Guerra Mundial.
Osvaldo Euclides de Sousa Aranha – Militar, advogado e político da cidade de Alegrete (RGS). Foi deputado, secretário do Interior e Justiça, secretário da Fazenda, presidente do Rio Grande do Sul e Embaixador em Washington. É considerado um dos arquitetos da Revolução de 1930.
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro/ Senador Vergueiro – Advogado e político da cidade de Macedo de Cavaleiros – Traz-dos-Montes – Portugal. Foi deputado, ministro e senador. Diretor da Faculdade de Direito de S. Paulo. Um dos chefes do Movimento Liberal de S. Paulo, junto com Feijó e Rafael Tobias de Aguiar.
Elmano Gomes Cardim – Jornalista e político da cidade de Valença (RJ). Trabalhou no Jornal do Comércio, foi diretor da Associação Comercial do Rio, presidente da Sociedade Brasileira da Cultura Inglesa, oficial de gabinete do Ministério da Justiça e funcionário do Arquivo Nacional.
João Caetano dos Santos – Ator e empresário da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Especialista e papéis dramáticos. Introduziu temas brasileiros no teatro do país. Foi defensor do estilo simples e verdadeiro de representar. Teatro João Caetano é em sua homenagem.
Jayr Celso Fortunato de Almeida – Advogado da cidade de Varginha (MG). Ocupou importantes cargos nas administrações da Grande Loja, inclusive como Membro do Conselho do Grão-Mestrado. Foi Grão-Mestre da GLESP para a gestão 1968/1971.
Rodolfo Mayer – Ator de Teatro e TV paulistano. Pioneiro nas novelas do rádio, Rodolfo desempenhou papéis importantes também no Teatro e na Tevê.
Casimiro José Marques de Abreu – poeta carioca. Lírico, harmonioso e melancólico. Autor de poesias maravilhosas como “Primaveras”.
Waldemar Seyssel – “O Arrelia” – Um dos maiores artistas circenses brasileiros.
Antonio de Castro Alves – poeta baiano. O grande poeta da Abolição e da alma brasileira.
José Castellani – Médico paulista de Araraquara. Pesquisador, historiador com mais de 60 obras escritas. O mais importante escritor maçônico brasileiro da atualidade.
João Salvador Pérez – artista e compositor paulista de São Manuel. Com seu irmão, formou a dupla sertaneja mais famosa de todos os tempos. Ele é o Tonico, da dupla “Tonico & Tinoco”.
Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca / Frei Caneca – Frade carmelita e político pernambucano, de Recife. Um dos líderes da Confederação do Equador.
Benjamin Constant de Magalhães – Militar, catedrático e estadista carioca, da cidade de Niterói. Deve-se a ele a adoção da divisa “Ordem e Progresso” na bandeira brasileira. É considerado o “Pai da República”.
José Bonifácio de Andrada e Silva – Poeta, cientista e político santista. É o redentor dos escravos e patriarca da Independência.
Júlio Prestes de Albuquerque – Advogado e político paulista de Itapetininga. Foi deputado estadual e federal. Governador de S. Paulo e Presidente da República.
José Maria Lisboa – Jornalista brasileiro de origem portuguesa, da cidade de Lisboa. Defendeu os ideais republicanos e lutou em favor da Abolição. É o fundador do jornal “Diário Popular”.
Ibrahim de Almeida Nobre – Advogado, jornalista e escritor paulistano. Foi delegado de polícia, promotor público. Lutou pela legalidade, auxiliou a população dizimada pela varíola e encarnou a angústia do povo. Foi membro da Academia Paulista de Letras.
Aristides da Silveira Lobo – Jornalista, advogado e político da cidade de Mamanguape – Paraíba. Foi deputado federal e ministro do interior. Um dos mais ardorosos defensores da República.
João Mendes de Almeida Júnior – Advogado e professor da cidade de São Paulo. Foi membro do Supremo Tribunal Federal. Autor de “Direito Judiciário Brasileiro”. O Forum e a Praça João Mendes, são em sua homenagem.
José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima/ Padre Roma – Padre e patriota da cidade de Recife – Pernambuco. Um dos mártires da Revolução Pernambucana de 1817.
Nelson de Sousa Carneiro – Advogado e político da cidade de Salvador – Bahia. Foi deputado e senador. Lutou pela aprovação da Lei do Divórcio, promulgada em 1977.
Benjamin de Almeida Sodré – Militar e político da cidade de Mecejana – Ceará. Foi presidente da Associação dos Alunos da Escola Naval. Em sua carreira, atingiu o posto de almirante. É o criador da União dos Escoteiros do Brasil. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (1953-1954).
Esmeraldo Tarquínio de Campos Filho – Advogado e político da cidade de Santos – São Paulo. Foi deputado e prefeito de Santos (1968-1969).
Kurt Prober – Historiador e numismata brasileiro, de origem alemã, da cidade de Berlim. Possuidor do maior arquivo de documentos maçônicos que se conhece. Fundador da revista “A Bigorna”.
Augusto João Manuel LevergeBarão de Melgaço – Militar e geógrafo brasileiro, de origem francesa, da cidade de Saint Malo. Teve importante papel, na defesa das fronteiras brasileiras, na guerra do Paraguai. Foi presidente da Província de Mato Grosso.
Tomás Antonio Gonzaga – Poeta, advogado e desembargador brasileiro, de origem portuguesa, da cidade do Porto. Participou ativamente do movimento da Inconfidência Mineira. Autor de “Marília de Dirceu” e “Cartas Chilenas”, é considerado um dos grandes poetas do Arcadismo Brasileiro.
Theobaldo Varolli Filho – Historiador da cidade de São Paulo – São Paulo. Importante autor maçônico. Foi membro da Academia Maçônica Paulista de Letras. Grão-Mestre Adjunto, no período de 1956 a 1962.
Cornélio Pires – Escritor, jornalista e folclorista, da cidade de Tietê – São Paulo. Um dos maiores divulgadores do folclore brasileiro. “Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades”, “Almanaque do Saci”, “Quem conta um conto…”, são algumas de suas obras.
Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado/Amadeu Amaral – Escritor e poeta da cidade de Capivari – São Paulo. Fundador da Academia Paulista de Letras. Escreveu “Urzes”, “Névoa”, “Espumas”, “Lâmpada Antiga”, entre outras.
Paulo Duarte – Advogado, jornalista e historiador da cidade de São Paulo – São Paulo. Espírito combativo e independente, participou das articulações da Revolução Constitucionalista de 1932. Trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo. Escreveu “Sob as Arcadas” e “Agora”.
Cesar Guerra Peixe – Compositor e maestro da cidade de Petrópolis – Rio de Janeiro. Criador da Escola Brasileira de Música Popular. É autor de vasta obra. “Sinfonia no. 1” e “Maracatus do Recife”, são destaques.
Antonio Frederico Zerrener – Industrial brasileiro de origem alemã. Fundador da Companhia Antarctica Paulista. Foi Grão-Mestre Adjunto de Pedro de Toledo e seu sucessor, no Grande Oriente Estadual de S. Paulo.
José Francisco da Rocha Pombo – Professor, historiador, escritor e jornalista da cidade de Morretes – Paraná. Um dos fundadores da Universidade Federal do Paraná. Pertenceu à Academia de Letras do Estado. Autor de diversas obras, entre elas, “História do Brasil”, “Nossa Pátria”, “No Hospício”.
Martim Francisco Ribeiro de Andrada III – Estadista, matemático e cientista da cidade de Santos – São Paulo. Foi ministro da fazenda em 1820 e 1840, presidente da Assembléia Constituinte e Câmara dos deputados.
José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco) – Professor, jornalista, estadista e político, da cidade de Salvador (BA). Graduado em matemática, professor na Escola Militar, deputado provincial, senador, ministro da Marinha, Negócios Estrangeiros e da Fazenda. Promulgou a Lei do Ventre Livre. Por suas missões internacionais, é considerado símbolo da diplomacia brasileira. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
José Maria da Silva Paranhos Filho (Barão do Rio Branco) – Historiador, estadista e diplomata da cidade do Rio de Janeiro. Graças aos seus esforços diplomaticos, a Questão do Amapá, foi resolvida em favor do Brasil. Também a Questão do Acre. Serviu a 4 presidentes como secretário de relações exteriores.
Julio Cesar Ribeiro – Romancista, filólogo e jornalista da cidade de Sabará – Minas Gerais. Foi um combativo defensor da abolição e do movimento republicano. Escreveu: “Estudos Gerais de Linguística”, “Padre Belchior de Pontes”, “A Carne”, entre outros.
Antonio Peregrino Maciel Monteiro/Barão de Itamaracá – Médico, político e diplomata da cidade de Recife – Pernambuco. Foi deputado, presidente da Câmara, ministro de Estrangeiros e ministro plenipotenciário em Lisboa.
José Gomes Pinheiro Machado – Advogado e político da cidade de Cruz Alta – Rio Grande do Sul. Foi senador e deputado constituinte em 1890 e 1915.
Manuel Luís Osório/ Marquês de Herval – Militar da cidade Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arrôio, hoje Osório – Rio Grande do Sul. Combateu na Revolta dos Farrapos, na Invasão do Uruguai e Argentina. Participou da Guerra do Paraguai. Foi eleito deputado e senador.
Hermes Rodrigues da Fonseca – Militar da cidade de São Gabriel – Rio Grande do Sul. Na carreira militar atingiu o posto máximo: marechal. Foi eleito presidente da república (1910-1914).
Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa – Advogado e político da cidade de Umbuzeiro – Paraíba. Foi deputado, ministro da justiça, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente da república entre 1919 e 1922.
José Lopes da Silva Trovão – Patriota da Ilha de Gipóia – Angra dos Reis – Rio de Janeiro. Foi um dos grandes propagandistas da república. Um paladino da liberdade.
Artur Silveira da Mota/Barão de Jaceguai – Militar da cidade de São Paulo – SP. Fez uma brilhante carreira militar. Foi Grão-Mestre no período de 1881 a 1882.
Joaquim Marcelino de Brito – Magistrado e político da cidade de Salvador – Bahia. Foi deputado, ministro e governador de Sergipe e Pernambuco. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, no período de 1864 a 1871.
Maurício Paiva de Lacerda – Advogado e político da cidade de Vassouras – Rio de Janeiro. Foi oficial do gabinete de Hermes da Fonseca. Deputado à Assembléia Constituinte e deputado federal.
Joaquim Rodrigues Neves – Advogado da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1941. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, no período de 1940 a 1952.
Antonio Duarte Nogueira – Médico e político da cidade de São Francisco de Salles – Minas Gerais. Foi prefeito da cidade de Ribeirão Preto, em duas gestões: 1969 a 1973 e 1977 a 1983.
Inocêncio Serzedelo Correia – Militar e político da cidade de Belém – Pará. Com Benjamim Constant, fundou o Clube Militar. Foi ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas e um dos próceres da República.
Luiz Gonzaga Pinto da Gama – Escritor e advogado da cidade de Salvador – Bahia. Contribuiu diretamente para a libertação de mais de 500 escravos, em 1830. É o fundador da Imprensa Humorística e do Centro Abolicionista de São Paulo.
Mariano Procópio Ferreira Lage – Empresário e político da cidade de Barbacena – Minas Gerais. Ajudou a construir a 1a. Estrada de Rodagem do Império. Foi diretor da Estrada de Ferro D. Pedro II, hoje, Central do Brasil. Foi deputado provincial e geral.
Fernando Prestes de Albuquerque – Militar e político da cidade de Itapetininga – São Paulo. Foi deputado estadual e federal. Foi governador do Estado de São Paulo, no período de 1898 a 1900. Fundador do Instituto Butantã, nomeando para seu diretor o Dr. Vital Brasil.
Eduardo Vandenkolk – Militar da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi o 1o. Ministro da Marinha, no governo de Deodoro da Fonseca. Participou nas guerras do Uruguai e Paraguai. Foi senador e vice-almirante da marinha brasileira.
João Batista Gonçalves de Campos/ Visconde de Jary – Jornalista e político da cidade de Acará – Pará. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 1889 a 1890.
Álvaro Palmeira – Médico e professor da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 1963 a 1968.
Joaquim José Inácio de Barros/Visconde de Inhaúma – Militar da marinha, de origem portuguesa, da cidade de Lisboa. No Brasil, participou da Campanha Cisplatina, Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai e Confederação do Equador. Foi ministro da marinha no gabinete de Caxias.
Gaspar Silveira Martins – Advogado e político da cidade de Cerro Largo – República Oriental do Uruguai, divisa com o estado do Rio Grande do Sul. Foi deputado, conselheiro do Império, senador, ministro da Fazenda, governador do Rio Grande do Sul e um dos grandes oradores de nossa história.
Carlos de Campos – Estadista, parlamentar, jornalista e musicista da cidade de Campinas – São Paulo. Foi diretor do jornal “Correio Paulistano”, secretário de Justiça de Campos Salles e governador do estado de São Paulo.
João Tibiriçá Piratininga – Agricultor e político da cidade de Itú – São Paulo. Foi um dos maiores líderes republicanos da Província de São Paulo.
Américo Brasiliense de Almeida e Melo – Jurisconsulto e político da cidade de São Paulo – São Paulo. Participou da comissão que elaborou a Nova Constituição. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal e governador do estado do Rio de Janeiro, em 1866.
Frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio – Religioso e patriota da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Frade ativista, Francisco José de Sampaio foi um dos maiores colaboradores da nossa independência.
Américo Brazílio de Campos – Jornalista, diplomata e político da cidade de Bragança Paulista – São Paulo. Trabalhou na “Província de S. Paulo”, hoje “O Estadão” e fundou o “Correio Popular”. Um grande nome do jornalismo brasileiro.
Antonio da Silva Jardim – Advogado e jornalista da cidade de Capivari de Cima (Silva Jardim) – Rio de Janeiro. Escreveu na Gazeta de Notícias. Conferencista e orador brilhante, foi um dos mais ativos propagandistas da república. Escreveu “O General Osório”, “Gente do Mosteiro” e “Memórias e viagens”.
Artur da Silva Bernardes – Advogado e político da cidade de Viçosa – Minas Gerais. Foi deputado, governador e presidente da República (1922-1926). A cidade de Presidente Bernardes, é em sua homenagem.
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo – Diplomata e escritor da cidade de Recife – Pernambuco. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Destaques para “Camões e os Luzíadas” e “Abolicionismo”.
Antonio Francisco de Paula e Holanda Cavalcanti e Albuquerque/ Visconde de Albuquerque – Militar e político da cidade de Engenho Pantorra – Cabo – Pernambuco. Foi deputado, senador e ministro de estado. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 1837 a 1850.
David José Martins/David Canabarro – Militar da cidade de Pinheiros/Taquari – Rio Grande do Sul. Participou da proclamação da república Catarinense, das Guerras da Cisplatina e Farrapos. Foi um dos líderes da Revolução Farroupilha. Comandou a esquadra de Caxias.
Ubaldino do Amaral Fontoura – Advogado da cidade de Passo dos Marianos – Lapa – Paraná. Companheiro de escritório de Saldanha Marinho. Um dos publicistas da Abolição e da República. Foi senador e ministro do Supremo Tribunal Federal.
Nereu de Oliveira Ramos – Advogado e político da cidade de Lajes – Santa Catarina. Foi deputado federal, senador, governador do estado, vice-presidente e presidente da república. Foi Ministro da Justiça, no governo de Juscelino Kubitscheck.
Bernardino José de Campos Júnior – Estadista, diplomata, político e jornalista da cidade de Pouso Alegre – Minas Gerais. Propagandista dos ideiais republicanos, foi deputado, senador e governador de S. Paulo. Foi ministro da fazenda no governo de Prudente de Morais.
Antonio Vicente Felipe Celestino – Cantor da cidade do Rio de Janeiro. Um dos maiores intérpretes da música popular brasileira e uma das vozes barítonos mais lindas. Seu grande sucesso foi “O Ébrio”.
Nelson Roberto Pérez/ Bob Nelson – Cantor e compositor da cidade de Campinas – São Paulo. Linha musical alegre e divertida, são destaques de seu repertório, “Ó Suzana”, “O boi Barnabé”, “Catulé”, “Te aguenta Mané” e “Eu tiro o leite”.
Cândido José de Araújo Viana/Marquês de Sapucaí – Advogado e desembargador da cidade de Congonhas do Sabará – Minas Gerais. Foi presidente das Províncias de Alagoas e Maranhão e ministro da Suprema Corte de Justiça.
Manoel Joaquim de Albuquerque Lins – Político da cidade de São Miguel dos Campos – Alagoas. Foi senador, secretário da fazenda no governo de Jorge Tibiriçá. Revitalizou a cultura do café. Foi governador do estado, de 1908 a 1912 e vice na chapa de Rui Barbosa, à presidência.
Raphael Baptista Rabello – Violonista, compositor e arranjador da cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Reconhecido internacionalmente como um grande fenômeno. Músico de técnica e virtuosidade inacreditáveis. Foi parceiro de Radamés Gnatalli.
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2020.09.09 15:57 Hidros Nigerian Heritage in Bahia, Brazil

Nigerian Heritage in Bahia, Brazil
Hey y'all!
I'm an afro-brazilian man who lives in Salvador, Bahia. Salvador is often regarded as the most african place outside of Africa itself and on proportional numbers, has the highest black population of Brazil, the following being São Paulo and Rio de Janeiro, respectively. But why is that? A little of background:
DISCLAIMER: I'm not an expert nor an historian. I'm just a curious guy interesting in relearn his heritage and ancestry. If you see something that conflicts with your previous knowledge, please add as source material to others.
The transatlantic slave trade moved around 12 millions africans to the Americas, of which around 5 to 7 millions alone came to Brazil. From those, 70% came from nowadays Congo/Angola. The rest was composed of a mix of etnicities from the so-called at the time "slave bay", that went from the Gana to Nigeria. It is important to notice that the transport of enslaved africans had 4 "cycles": The Guinea Cycle (XVI Century), Angola cycle (XVII century), the Mina Coast cycle, also called the Slave bay cycle or the Benim/Dahomey cycle (XVIII - 1815) and the Illegal cycle (1815 - 1851), when slavery was abolished by the british and they tried to enforce its abolition on other nations, so portuguese would try some other routes, as going all the way to Mozambique (it was already a colony at the time).
Bear in mind that although those cycles did existed, europeans traded slaves with locals in west africa for a long time, even in the Angola cycle. The portuguese built the São Jorge del Mina fortress in Gana in 1482 for exemple, during the "guinea" cycle. The fortress served as defense position and warehouse of "goods", mostly the enslaved people that were stored there waiting for the ships.

A Slave Ship, Rugendas, 1830

Depiction of a slave ship
So the first people to come here from west africa, apart from people of nowadays guinea, were the Fon, those from Dahomey, Allada, Ouidah and innards of nowadays Benim, around 1780, with the end of the Angola cycle. Yorùbá was also present, but in a minor scale. They started to come here after the fall of the Oyo Empire, circa 1800. That's when the yoruba presence really shines. When they arrived here, they met a "pool" of Bantu and Fon-Ewe cultures, traditions and religions, some "pure", others mixed with natives and european beliefs. As they were the last large group to arrive, their presence is more latent than the others, but some researchers affirm that Bahia went thru a "yorubanization" after the abolition of slavery in 1888 (See The Formation of Candomblé, Luiz Nicolau Parés).
With this background laid out (and this is just a scratch on the surface of the subject, take it as a very small introduction), let's see the yoruba heritage here.

Food

Bahia is known by its unique cuisine, and basically all the dishes that we are famous about came from Africa. The number one staple dish anyone will link Bahia to is Acarajé.

Coca-Cola, baiana pepper sauce and acarajé: the to go combination in Bahia
As you people can see, Acarajé is basically an akara sandwich. Acarajé is made by mixing black eyed peas with spices, turning the mixture into a paste. Then it is fried in dendê oil (another staple food from Bahia, it is palm oil, epo pupa. Dendê comes from Ndende, from the bantu language kimbundu which heavily impacted the brazilian portuguese and more specifically the baiano dialect), cut open and stuffed with shrimps, cube cut salad, caruru (a bantu dish made of okra), vatapá (more on this later) and a shitload of pepper. Believe me, we conserved the tradition of eating pepper a lot very well.
Acarajé is also ritual food, but we will see more later. This trend will repeat a lot. Some people say that the name acarajé comes from the words akara + je, meaning "to eat a fire ball" which founds roots in some ritualistic, but it is debatable.

Another staple food is abará, which is also known as moin-moin/moi-moi.
Abará with salad and vatapá
It is the same as acarajé, but cooked in water steam wrapped in palm leaves. AMAZING.
Vatapá can be eaten as side dish or being the protagonist in a plate. It usually always follow inside an acarajé. It is made of shrimps, coconut milk, epo, bread or rough cassava flour and PEPPER.
God, I want some
According to wikipedia (lol) vatapá comes from the expression vata'pa or ehba-tápa, but I have no idea. Just eat it, it is delicious.

Acaçá
Acaçá or akasa is ritualistic food made of corn.

Arroz de Hauçá or Hausa rice
Look at it. It is delicious. Very much consumed in the northeast part of Bahia and Brazil, it is basically over cooked rice, eaten with pepper, farofa and meat with vegetables. It is also ritualistic food (you get the point by now, don't you?).

Efó
Efó is a very strict ritualistic food, as that you'd only eat it inside a terreiro. I never ate it myself and never saw people selling it at restaurants, but I can be wrong in that. Looks amazing tho.
I could be here all day and not finish about the foods, so the wikipedia page is a very good complement.

Culture

Bahia is known by its radiant people, never ending parties, warm and welcoming people. This is most due to african culture that was ingrained here. Before the abolition of slavery, Bahia was very like african, with african languages mixed with portuguese and tupi-guarani (a group of native languages) being spoken on the streets instead of just portuguese. It is only after the republic that effort to consolidate the portuguese language in the whole territory becomes present in the state far from the capital, which at that time was Rio de Janeiro. Rio, despite having also a big african presence, received the Royal Family in 1808, so the imposition of european costumes were very heavy there. Here in Salvador, you could find people "speaking nagô" (as yoruba people were called here) until the 40's.
I recently watched Mokalik on Netflix and I swear to Eledumare that I saw exactly people from Bahia in that movie. The similarities were outstanding. It is just amazing.

Music

Yoruba driven music is very present here in Bahia, specially Salvador. The afoxé music style comes from a beat called Ijesa (ritualistic beat for the orisa Osun) and takes huge crowds of people when carnival times take place.
Ilê aiyê, afro music parade that plays yoruba-oriented like music

Filhos de Gandhy, another yoruba-oriented music parade. In the center, Gilberto Gil, a very famous brazilian singer
Also Orisa or traditional-oriented music is also very present, not only being related to orisa worship. Look for Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Luedji Luna, Metá Metá.
Also Axé music! The name itself tells everything about it. It is an upbeat tempo music style that mix yoruba traditions in the lyrics with traditional drums called atabaques. Margareth and Carlinhos Brown stated above are very famous exemples of it. It was very famous at the 80-90's and still retain a lot of value nowadays.

Clothing

Fashion here in Salvador is very african driven, specially in black communities. Not rare to find people rocking ankara patterns or kente. Me myself am very found of using those. Candomblé attire is also sick.

I'd dress like this everyday

Some exemples that you can find here. It is very common to mix a shirt like that with \"regular\" jeans or bermudas

Religion

Aight, tighten your seat belts, this is where usually people gets racist.
Orisa worship was the "oficial" spiritual system/religion at the yoruba empires during slavery times. The Fon and Bakongo-Mbundu people have VERY similar systems, worshipping the Vodun and the Mukixi/Nkisi, respectively. As you can imagine, those people were brought here and forced to be converted to christianity and adopt christian names. Some part of it just accepted and just endured with the harsh life they were given themselves into. But the most part of it saw in the catholic saints parallel with the orisa/vodun/nkisi, and then from this a syncretism were born. Each catholic saint was attributed to one or more orisa. Saint George is Osoosi or Ogun, depending on the place you are, for exemple. So when the africans were worshipping the saints, they were mostly worshipping their deities. It came to a point that enslaved and freed africans built a catholic church with their scarce founds just to do the masses in yoruba and using drums. This church exists until this day doing the very same thing, it is called Rosário dos Pretos or Rosary of the Blacks Church.
Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

How the mass happens every thursday for centuries
Apart from that, the worship of the deities also happened in small gatherings that in the beginning of the 19th century would give birth to the candomblé. Before that, those were called Calundu. The difference is that candomblé was/is very much more complex and the main difference from the worship in the continent is that in a single terreiro (worship houses) can "settle" various orisa, not only one or two.

Ilé Axé Nassô Oká, The White House Terreiro, the oldest in Brasil, founded around 1830
Terreiros works as truly keepers of the traditions brought here. Besides being worship houses, they kept a lot of costumes, culture, stories (itan), musicality and most importantly, the language. They kept so well that some priest came from Naija to study the costumes and were baffled cause the yoruba preserved here was very old. Being myself a candomblecist, I feel very proud of, despite the persecution made by the state and christian, the candomblé refusing to stop maintaining our traditions in such way that impacted our day-to-day lives in food, music, way of life. Remember about the food subject? Almost all of them are ritualistic food to the Orisa that were sold on the street by terreiro members (omo orisa, filho de santo or orisa children) to have founds to keep the terreiro running.
Apart from the continent, where there are more than 300 orisa, here in the diaspora has been conserved between 16 to 21 orisa. The really famous ones that comes to mind: Yemoja (Yemanjá), Osoosi (Oxóssi, I'm omo Osoosi), Ogun (Ogum), Sango (Xangô), Osun (Oxum), Obatalá (Oxalá). Don't kill me if I dont put your orisa here, ok.
Nevertheless, this was just an introduction I could be here writing for hours and hours about this and we didnt even talked about Congo-Angola and Fon heritage. The material about it is very massive in the internet, sadly almost all in portuguese, but I'll put a nice videos here. But the best advice that I can give is: come visit! As our elders say: experience, my child, experience... you'd only grasp the full of it if you see it for yourself.
Hope you guys like it! Feel free to DM me anything. A dúpé o!
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2020.08.05 02:59 JOHNNYOne_7 Church of Nossa Senhora do Carmo, Rio de Janeiro - Brazil

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2020.06.30 06:20 AledeCalcinha RIO DE JANEIRO SENHORAS E SENHORES

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2020.03.27 14:46 tatubolinha2000 Mantenha-se informado 27/03

📰 JRMUNEWS 🗞 Ano 2 – Nº 404 🗺 Notícias do Brasil e do Mundo 🗓 Sexta-Feira, 27 de março de 2020 ⏳ 87º dia do ano no calendário gregoriano 🌘 Lua Crescente 6% visível
💭 Frase do dia: Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. - Roberto Shinyashiki
Hoje é dia... 🔹 do Artista Circense 🔹 do Ator 🔹 do Cinema Gaúcho 🔹 do Circo 🔹 da Inclusão Digital 🔹 do Serviço de Saúde 🔹 do Teatro
😇 Santo do dia: 🔹 São Ruperto
🎂 Municípios aniversariantes: Fonte: IBGE • Bento de Abreu-SP • Caldas-MG • Choró-CE • Fortim-CE • Itaitinga-CE • Itirapuã-SP • Magalhães Barata-PA • Mairiporã-SP • Ouriçangas-BA • Presidente Epitácio-SP • São Geraldo-MG • União da Vitória-PR
🇧🇷 BRASIL 🇧🇷 ✍ Presidente Bolsonaro voltou a minimizar epidemia e diz que brasileiro pula no esgoto e não pega nada ✍ Governo proíbe por 30 dias desembarque de estrangeiros em portos ✍ "O presidente sou eu", diz Bolsonaro após fala de Mourão sobre isolamento ✍ Decreto de Bolsonaro autoriza abertura de templos religiosos ✍ Ex-chefe da Casa Militar de Dilma assumirá Estado-Maior do Exército ✍ Governo zera imposto de importação de medicamentos contra a covid-19 ✍ Governo prepara decreto para prefeituras sobre transporte de cargas ✍ Teste de coronavírus de ministro Paulo Guedes deu negativo ✍ Filhos de Bolsonaro atuam em gabinete paralelo para reverter desgaste ✒ Câmara aprova auxílio de R$ 600 por mês para trabalhador informal ⚖ PGR quer que R$ 51 milhões atribuídos a Geddel vão para covid-19 ⚖ CNT vai ao STF para impedir fechamento de divisas estaduais ⚖ Justiça anula decisão que impedia entrada de estrangeiros em Fortaleza-CE ⚖ Defensoria Pública de SP entra com liminar em favor de idosos presos ⚖ STJ autoriza prisão domiciliar para quem deve pensão alimentícia ⚖ Justiça Federal no RJ bloqueia bens de 26 réus da Operação Furna da Onça a pedido do MPF ⚖ STF suspende trecho da MP de Bolsonaro da Lei de Acesso à Informação ⚖ Ministro do STF, Marco Aurélio nega suspender mudanças na lei trabalhista ⚖ Juíza manda Cunha para prisão domiciliar por causa da Covid-19 📌 Universidades e sociedade civil se juntam para produzir máscaras ☔ Inundação em Santana do Ipanema-AL causa danos em mais de 100 moradias ❄ Rio de Janeiro tem menor temperatura do ano pelo segundo dia consecutivo, diz Inmet 📍 Doria pede que igrejas façam missas e cultos virtuais após Bolsonaro incluir atividades religiosas como serviço essencial 📍 Supermercado em São Gonçalo-RJ verifica temperatura de clientes na porta para evitar contágio de coronavírus 📍 Tráfico e milícia ordenam toque de recolher em favelas do Rio 📍 Indígenas bloqueiam aldeias de SP para se protegerem do vírus 🚑 Criança de 5 anos é resgatada dois dias depois de ser picada por cobra jararaca em aldeia de Cruzeiro do Sul-AC 🚓 Dupla é detida em SP por incitar população a voltar às ruas 🚓 Polícia apreende álcool gel que era produzido em fábrica clandestina em Mesquita-RJ 🚓 Dois são presos por roubo de doses de vacina contra a gripe em Embu das Artes-SP 🚓 Corretor de São Gonçalo-RJ conta que bala perdida atingiu celular que estava na cama enquanto dormia 🚓 Assaltante é morto após tentar roubar mulher em posto de vacinação no Rio 🚓 Polícia prende em São Paulo suspeito de realizar mega-assalto no Paraguai 🚓 Francês é assassinado a tiros no Sítio Histórico de Olinda-PE
🌎 INTERNACIONAL 🌍 🇺🇸 Em carta, presidente Trump pede para americanos ficarem em casa por coronavírus 🇬🇧 Tossir em policiais e lojistas britânicos pode dar cadeia de até 2 anos 🇬🇧 Príncipe Charles, de 71 anos, está infectado com o coronavírus 🇺🇳 OMS reforça proposta de isolamento social contra coronavírus 🇻🇦 Papa Francisco tem teste com resultado negativo para coronavírus, diz imprensa 🇵🇾 Exército do Paraguai coloca arame farpado na fronteira com o Brasil 🇮🇱 Opositor Benny Gantz é eleito presidente do Parlamento de Israel 🇻🇪 EUA acusam formalmente Maduro de 'narcoterrorismo' e oferecem recompensa 🇺🇸 Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA disparam com pandemia 🇨🇳 China suspende entrada de estrangeiros devido ao coronavírus 🇪🇺 União Europeia celebra 25 anos de livre circulação com fronteiras fechadas 🇺🇾 Uruguai prepara medidas para evitar desabastecimento
🖤 MORTES 🖤 ✝ Naomi Munakata, maestrina titular do Coral Paulistano, por coronavírus, em SP, aos 64 anos ✝ Mark Blum, ator de 'You', por complicações causadas pelo coronavírus, aos 69 anos ✝ Marianne Ebert, atriz de 'Barriga de Aluguel' e 'Sonho Meu', de câncer, aos 51 anos ✝ Martinho Lutero Galati de Oliveira, maestro, após contrair coronavírus em SP, aos 66 anos ✝ Zoca, irmão mais novo de Pelé, de câncer de próstata, na cidade de Santos, aos 77 anos ✝ Michel Hidalgo, técnico campeão da Euro 84 pela França, de causas naturais, aos 87 anos
🧫 CORONAVÍRUS (Covid-19) 😷 😷 Brasil registra 77 mortes; casos são quase 3 mil; Perfil das vítimas: homem, com mais de 60 anos e problemas no coração 😷 Mundo tem 100 mil novos casos em 2 dias, e total passa de meio milhão 😷 EUA passam a China e se tornam o novo epicentro da epidemia com mais casos confirmados no mundo, 82 mil 😷 Espanha supera os 4 mil mortos 😷 Itália tem mais de 8 mil mortes desde o início do surto 😷 Com 500 mil testes por semana, Alemanha tem uma das menores taxas de letalidade na Europa 😷 África do Sul sobe para 927 casos antes do recolher obrigatório 😷 França registra 365 mortes por coronavírus em 24 horas 😷 China registra 54 casos importados, e país se isola 😷 Morte de jovem de 21 anos saudável acende alerta no Reino Unido 😷 Garota de 16 anos sem histórico de doenças morre na França 😷 Rede de contágio: uma pessoa infectada pode transmitir para até 3 😷 Perda de olfato pode indicar infecção pelo novo coronavírus
💰 ECONOMIA 💲 💰 Ibovespa sobe pelo 3º pregão consecutivo e acumula alta de 22%; dólar fecha abaixo de R$ 5,00 💰 G20 injeta US$ 5 trilhões na economia para conter coronavírus 💰 Liquigás reforça higiene e mantém entrega de gás de cozinha 💰 Presidente do BC diz que atual patamar da Selic é apropriado 💰 Crise no setor de petróleo pode ser a pior em 100 anos, diz executivo 💰 Mais de 7,5 milhões de contribuintes entregaram declaração do IR 💲 Custo da construção sobe 0,38% em março, diz FGV 💲 Agricultura prorroga validade de declaração do pequeno produtor 💲 Caixa corta juros do cheque especial e do cartão para 2,9% ao mês 💲 Bolsas dos EUA avançam e têm 3º dia consecutivo de ganhos 💲 Petróleo despenca após G-20 ignorar guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia 💲 Escassez de produtos frescos deve afetar Europa em meio a paralisações por coronavírus 💲 Iata projeta queda de 40% em receita do setor aéreo no Brasil em 2020 💲 Oi tem prejuízo de R$ 2,3 bilhões no 4° trimestre 📊 Indicadores: 🏦 Ibovespa 77709 pontos 📈 💵 Dólar Canadá R$ 3,555 📈 💵 Dólar Comercial R$ 4,997 📉 💵 Dólar Turismo R$ 4,80📉 💶 Euro R$ 5,524 📈 💷 Libra R$ 6,077 📈 💸 Bitcoin R$ 33.461,21📈 💸 Bitcoin Cash R$ 1.135,04📈 💸 XRP R$ 0,86📈 🔶 Ouro (g) R$ 262,82 📉 ⚪ Prata (g) R$ 2,3226 📉 💰 Poupança 0,245% a.m. 💰 Selic 3,75% a.a. 💰 CDI 3,65% a.a. 💰 IPCA a.m. fev/20 0,25% 💰 IPCA a.a. 2020 0,4605% 💰 IPCA acum. 12m 4,0049% ⛽ Petróleo Brent (barril) US$ 26.960 📉 ⛏ Minério de Ferro 62% US$ 88,77 📉 🐂 Boi (@) R$ 201,85 📈 ☕ Café (sc) R$ 582,00 📉 🌽 Milho (sc) R$ 59,21 📉 🥚 Ovos (30 dz) R$ 102,16 ↔ 🥜 Soja (sc) R$ 98,55 📉
🔬 CIÊNCIA, TECNOLOGIA & SAÚDE 💓 💓 Projeto que taxa grandes fortunas destina recursos para a saúde 💓 Produtores de cachaça vão doar 70 mil de litros de álcool ao SUS 💓 Obras de hospital do Pacaembu em SP ganham divisórias para 200 leitos 💓 Ministério da Saúde lança serviço no celular para tirar dúvidas sobre o novo coronavírus 💓 Hospital das Clínicas de SP libera 900 leitos para casos de coronavírus 🖱 Vendas globais de smartphones têm queda de 14% em fevereiro, mostra pesquisa 🖱 YouTube retira 14 vídeos com falsos tratamentos médicos contra a Covid-19 🖱 Spotify fará doação milionária para ajudar indústria da música
🏆 ESPORTES 🏆 ☑ Amandinha, jogadora da seleção brasileira de futsal é eleita a melhor do mundo pela sexta vez ☑ Lutador Jon Jones é preso por dirigir bêbado, sem documento e com arma de fogo ☑ Maracanã transforma-se em hospital de campanha no RJ ☑ Após encontro com príncipe Charles, lutador Anthony Joshua se isola em casa
🎭 ARTE & FAMA 🌟 🎙 Emicida refaz voo de 'Passarinhos' em remix com banda chilena Moral Distraída 🎙 Péricles se junta ao rapper Fábio Brazza no single 'Só uma noite' 🌟 Mariana Ferrão contrai coronavírus e deixa vizinhos em pânico 📺 Netflix renova reality shows, incluindo 'Love is Blind' e 'The Circle' 📺 Band sai do ar em todo o Brasil e volta uma hora depois 📺 Audiência da Globo dispara, ibope é maior do que todas as emissoras somadas 📺 Gizelly é a décima líder do BBB 20; Gabi e Mari estão no paredão 🎞 Filme narrado por Meghan será lançado em 3 de abril, anuncia Disney
🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Presidente da China, Xi Jinping, faz discurso falando em nova era, exército e guerra inevitável. Fonte: Boatos..org
🛳 TURISMO ✈ 🎒 Conheça Entre Rios-MG: Integrante do Circuito Trilha dos Inconfidentes - juntamente com outros 20 municípios da região – Entre Rios reúne e oferece encantos típicos de Minas. Entre eles estão a boa mesa, as cachoeiras, o artesanato, a tranquilidade. Nas ruas calmas da cidade estão casarões e prédios centenários como a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas, de influência neogótica; e o prédio do Hospital Cassiano Campolina, onde lindas pinturas se sobressaem na edificação de linhas neoclássicas. Lá dentro fica a capela de Nossa Senhora das Dores, que vale a visita ao hospital. Já na zona rural os destaques são as fazendas coloniais. A mais imponente é a Olhos d’Água, que abriga uma capela da primeira fase da arte colonial mineira; as ruínas de uma Casa de Pedra e várias cachoeiras como a dos Coqueiros e a do Gordo, perfeitas para banhos nos meses de verão. E por falar em zona rural, a cidade ficou conhecida pela criação e seleção dos cavalos da raça Campolina. Não por acaso, as cavalgadas em meio a trilhas são umas das atividades imperdíveis por lá. Para ver a cidade colorida e animada, visite Entre Rios em julho. No mês das férias acontece a tradicional Festa da Colheita, com exposição de animais, rodeios, shows, barraquinhas e desfile de carros de boi enfeitados. Já em agosto é a vez da Festa de Nossa Senhora de Brotas, com procissões e missas. Voltar de Minas de malas vazias é impossível. Em Entre Rios, as lembrancinhas artesanais são variadas: tem cachaça, licor, doce caseiro de frutas da terra, cestaria, tear, cachepô em palha de milho, bordados. Fonte: Férias Brasil
📚 FIQUE SABENDO... ...Por que as pessoas sentem tanto frio nos pés e nas mãos? ⁉ Sente-se mais frio nas extremidades do corpo porque a circulação periférica é menor do que a do centro do corpo. O sangue, como uma forma de defesa, corre mais intensamente perto dos órgãos vitais, como o coração. Fonte: O Guia dos Curiosos
📖 BÍBLIA: Ó povo de Sião, alegre-se e regozije-se no Senhor, o seu Deus, pois ele dá a vocês as chuvas de outono, conforme a sua justiça. Ele envia a vocês muitas chuvas, as de outono e as de primavera, como antes fazia. Joel 2:23 🙏
Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
By JRMUNEWS 🐞 🗺 Pariquera-Açu-SP 📝 Fazendo diferente e a diferença
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2019.12.20 20:47 joaohonesto Estou preocupado com a quantidade de decisões judiciais decidindo sobre questões discricionárias da administração pública

Prezados,
A questão da hipertrofia do Poder Judiciário é um tema que está extremamente em voga no mundo jurídico, tanto brasileiro como estrangeiro. De forma resumida, há um certo consenso mundial de que o Poder Judiciário, nas últimas décadas, está se sobrepondo aos demais poderes (Legislativo e Executivo), sendo que esses outros 2 poderes são democraticamente eleitos e o Judiciário não (ou o Judiciário é composto por servidores públicos concursados, no modelo brasileiro e europeu, ou indicados politicamente, como no modelo americano).
É possível perceber isso, no nosso país, com o gigantesco protagonismo do STF e STJ, que sobre tudo decide. Desde assuntos de extrema importância social, como casamento homoafetivo e momento da prisão, até assuntos "exóticos" como sobre animais em condomínio. Tudo é o Judiciário que decide, que suspende liminarmente, que embarga, que manda parar e depois manda voltar a acontecer.
Recentemente, vi uma série de notícias sobre decisões judiciais tratando de decisões estritamente políticas, onde o indivíduo eleito (prefeito, governador, etc) foi eleito para fazer aquelas coisas. Eu, pessoalmente, discordo da maioria delas, mas não cabe ao Judiciário decidir sobre esses assuntos, e sim ao administrador público devidamente eleito.
Em especial:
Eu fico com a impressão horrível de que o Judiciário tornou-se uma extensão da briga política. Qualquer decisão tomada que alguém discorde (e toda decisão desagrada alguém) é levada ao Judiciário, na esperança de que o Juiz de 1a instância seja "do seu lado político" e vai conceder uma liminar a favor da sua posição e contra a posição do administrador público. Se isso acontecer, a administração recorre e torce pro desembargador relator ser do lado político do ente público e suspender a liminar anterior, e assim por diante até o STF.
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2019.12.19 03:33 Sarieru2812 Sobre o Governo de Dom Pedro II

Encontrei este texto na aba comentarios de um video sobre a Monarquia, resolvi compartilhar...
Sou novo nesta Comunidade, será um prazer compartilhar conhecimento aqui com vcs...
Hino Nacional (VERDADEIRO): https://youtu.be/cELgENW81v4
Texto: (ESPERO QUE GOSTEM)

(1880) O Brasil teve a 4°Economia do mundo e o 9° maior imperio do mundo (1860-1889) a média do Crescimento Econômico foi de 8,81% ao ano (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 92 impostos (1850-1889) a média da Inflação era de 1,08% ao ano (1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do mundo, superado apenas pela Inglaterra (1880) A Moeda Brasileira tinha o Mesmo Valor que o Dolar e a Libra Esterlina (1880) O Brasil foi o 1° da America Latina e o 2° do mundo a ter ensino Especial para Deficientes Auditivos e Visuais (1880) O Brasil foi o maior Construtor de Estradas de Ferro do mundo, com mais de 26 mil KM A Imprensa era Livre tanto para Pregar o ideal republicano quanto para mal do nosso Imperador. "Diplomatas europeus e outros Conservadores estranhavam a liberdade dos jornais Brasileiros" conta o Historiador José Murilo de Carvalho. "Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo 'causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo a Inglaterra, onde se tolera uma dose bastente forte de liberdade, um processo de Traição'." Mesmo diante desses ataques, Dom Pedro II se colocava contra a Imprensa. "A Imprensa se Combate com a Imprensa", dizia "Quanto as Opiniões Politicas, tenho duas, uma Impossivel, outra realizada. A Impossivel é a Republica de Platão. A realizada é o Sistema Representativo [Monarquia], É sobretudo como brasileiro que me agrada sobre essa última opinião, e eu peço aos Deuses (também creio nos Deuses) que afastem o Brasil do sistema Republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou" MACHADO DE ASSIS ESCRITOR E FUNDADOR DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS .

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1- a média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$8.950,00 em valores atualizados 2- Entre 1850 a 1890, o Rio de Janeiro era Conhecido na Europa como "A Cidade dos Pianos" devido ao enorme número de pianos em quase todos os ambientes Comerciais e Domésticos 3- O Bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava Camélias, Flor simbolo da Abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel 4- O Maestro e Compositor Carlos Gomes de "O Guarani" foi sustentado pelo Pedro II até atingir o grande sucesso mundial 5- Pedro II tinha o projeto de construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel 6- Pedro II mandou acabar com a Guarda Chamada Dragões da Independência por achar desperdício ao dinheiro publico. Com a republica a guarda voltou a existir 7- Em 1887, Pedro II Recebeu Diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge 8- Descostruindo Boatos, Dom Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejavam juntos o futuro dos escravos Pós-Abolição. Infelismente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos 9- Oficialmente, a primeira grande favela do rio de janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da Republica e Cancelamento da ajuda aos ex cativos 10- Dom Pedro II tinha 1,91m de altura, quando a média de altura dos homens brasileiro era de 1,70m e mulheres 1,60m 11- Na Época do Golpe militar de 1889, Dom Pedro II tinha 90% da aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve a participação popular 12- José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada "A Guarda Negra". Devido a abolição e até mesmo antes da lei do ventre livre, a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas 1- O Paço Leopoldina localiza-se onde atualmente é o Jardim Zoológico 2- O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da princesa Leopoldina 3- Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris 4- A Ideia do Cristo na Montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel 5- a familia imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os móveis da familia. 6- Dom Pedro II tentou ao parlamento a Abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos 7- Dom Pedro II Falava 23 Idiomas, sendo que 17 era Fluente 8- A primeira tradução do clássico árabe "Mil em uma noites" foi feita por Dom Pedro II, do Árabe Arcaico para o Português do Brasil 9- Dom Pedro II doava 50% de sua dotação anual para as instituições de caridade e incentivos para educação do ênfase nas Ciências e artes 10- D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga 11- Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palacio em Larangeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época 12- Na casa de veraneio de Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los 13- Os Pequenos Filhos de Isabel Possuiam um Jornalzinho que Circulava Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista 14- Dom Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a Eleição Presidencial, devido a sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições 15- Uma senhora milionária no Sul, incorfomada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Dom Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois "Never!" bem enfáticos 16- Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma Época que ninguém pensava na ecologia ou em desmatamento, Dom Pedro II mandou Reflorastar toda a grande fazenda de café com mata atlatica nativa 17- A Midia ridicularizava a figura de Dom Pedro II por usar roupas extremamentes simples, e o descanso no cuidado e manutenção dos palácios Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro para tais futilidades. Alvo por charges quase diárias nos jornais, mantinha liberdade de expressão e nenhuma censura. 18- Thomas Edilson, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagens ao dom Pedro II 19- Dom Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr.Freud, confiando o tratamento do seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto nenhum surto por anos 20- Dom Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exilio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele ... ... Fontes: Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Dom Pedro II, Correspondência do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas do Imperador, Imperador Cididão, Filho de uma Hansburgo, Chicl Xavier e Dom Pedro II, Cartaz da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, Dom Pedro II Ser ou não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional, entre outros. Para mais informações do Movimento Monarquista do Brasil, visite a página no Facebook do Pró-Monarquico.
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Foi isso amigos, este é meu primeiro Post na Comunidade. Ave Império!!!
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2019.11.26 20:36 LucasGallindo Pociuguese - my Portuguese CONDIALECT

Dear Lusophones, I have been working on my personal flavour of our dear mothertongue. It is called "Poçuguês", based on the etymology of the word "Portuguese", which came from Latin "Portus calem". I applied the soundshift that Portus Calem had to the name of the city I live in, Poços de Caldas /'pɔsus dʒi 'cawdas/ (I removed the "de"), so I came up with Poçuguês (English Pociuguese). So here is sort of a changelog:

  1. Greek etymodiphthongs: PH, TH and CH: Phonética, Orthographia, Archaico
  2. Double letters indicating old long consonants or consonant contraction, or just for pseudoetymology: approximante
  3. Greek etymological Y: Etymologia
  4. Etymological tilde acting like circumflex in french for the ommition of N's: Perdoar > Perdõar
  5. More vowel reduction, which is pretty etymological: Seu > Seo, comeu > commeo
  6. Just for flavour, æ and œ: pœma, pæ
  1. the Arabic language, since the Arab invasion of the Iberic Peninsule: Azeitona > Oliva
  2. native American languages (Old Tupi), since the invasion of Brazil: Alazão > Cavallo
  3. and various African languages, since the invasion of Africa and since Portugueses brought African slaves to Brazil: Moleque > Pivette
I managed to make it more pure, specially the names of animals and plants found only here in America. I used synonyms, words from other romlangs and direct Latin words. to fill the gaps. The result was increadible.
  1. Coda R like European Portuguese /ɾ/, while onset RR is /h/ like my native accent.
  2. Coda S pretty much like Rio de Janeiro /ʃ/
  3. T and D like European Portuguese /t/ and /d/
  4. Onset L /l/; Coda L /w/
  5. Vowels are a mix of São Paulo and Rio Grande do Sul:

i, ĩ u, ũ
e, ẽ ɐ, ә̃ o, õ
ɛ ɑ ɔ

  1. Tu / Vós: Most Informal
  2. O senhor / A senhora / Os senhores / As senhoras: Casual
  3. Voscê / Voscês: Formal
  4. Mossa Mercê: Very formal
There are more small grammatical features that don't worth to mention.
I have created a dictionary, which currently is very incomplete: Access the sheet here. It only contaisn 50 words, most of them animals and plants. But I have also been working on a mixture of poetry and non-poetry, "Canto Forte" (Strong Song), whose sketch is here: Access the doc here.
Thanks for attention. Please comment what you want to know about Pociuguese, or your opinion about my work, or if you want to learn it and make this dialect alive.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reforma_Ortogr%C3%A1fica_de_1911#/media/Ficheiro:Placa_pre-1911_(Porto).jpg
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2019.08.26 00:14 TheShowaDaily Imagem de Nossa Senhora da Conceição usada para esconder ouro e diamante das autoridades alfandegárias da Coroa Portuguesa em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, daí a expressão “Santo do Pau Oco” que remonta ao uso dessas imagens para o contrabando do Ouro. Acervo do Museu Histórico Nacional

Imagem de Nossa Senhora da Conceição usada para esconder ouro e diamante das autoridades alfandegárias da Coroa Portuguesa em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, daí a expressão “Santo do Pau Oco” que remonta ao uso dessas imagens para o contrabando do Ouro. Acervo do Museu Histórico Nacional submitted by TheShowaDaily to brasil [link] [comments]


2019.08.23 19:26 LucasDoA Minha mãe fez 60 e decidiu ser blogueira

É basicamente isto, gente, minha mãezinha fez 60 este ano e decidiu virar blogueirinha de Instagram, só que não do jeito que vocês devem estar pensando. Ela faz alguns passeios pelas igrejas do Rio de Janeiro e publica no recém criado instagram, por enquanto só tem uma postagem, mas se puderem dar uma força lá, vocês fariam uma senhora muito feliz.
Conhecendo as Igrejas do Rio
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2019.07.21 04:54 LamedVavnik Reportagem da Veja de outubro de 1968 contando um confronto entre a USP e a universidade do Mackenzie com uma fatalidade. A edição da revista é usada como código no filme Batismo de Sangue.

Olá Brasil! Achei essa reportagem à alguns anos atrás enquanto fazia um resumo do filme Batismo de Sangue para um trabalho de ensino médio. É um excelente filme que conta a história do Frei Tito, preso e torturado durante a ditadura sob acusações de ter contato com Carlos Marighella. Durante uma das cenas a edição de outubro de 1968 da revista Veja é usada como símbolo dos militantes. Fiquei curioso na época e conseguir achar uma versão online do texto, que dá uma pequena visão do panorama politico da época.
Destruição e morte por quê?
O ovo veio antes. Estourou na cabeça de um estudante. Depois vieram outras explosões, de coquetéis Molotov, bombas, rojões, mais tiros de revólver, para transformar um pedaço da Rua Maria Antônia, no centro de São Paulo, num campo de batalha. Poderia ter sido mais uma briga, marcando a rivalidade entre os alunos da Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo, uma em frente a outra se encarando com maus olhos há muito tempo. Mas a incrível batalha foi longe demais: há um morto, um moço de vinte anos, muitos feridos, os prédios de duas escolas danificados, vários carros virados e incendiados. No mesmo momento em que os universitários brasileiros reclamam um nível melhor de ensino e pretendem uma participação mais ativa na vida política do País, 3.000 estudantes do Mackenzie e 2.500 estudantes da Faculdade de Filosofia da USP deflagram a sua guerra por causa de um ovo. Para um estudante do Mackenzie, "essa briga prova que não há lugar para duas escolas na Rua Maria Antônia". é muito pouco para tanta violência. Uma coisa é certa: aos dois lados faltou a visão das conseqÜências políticas e dos danos materiais que a briga provocaria - e faltaram líderes para deter a briga, antes que chegasse onde chegou. Ao lado do caixão de José Guimarães, o jovem secundarista que tombou na batalha sem glória, Dona Madalena, a mãe desolada, chora, enquanto o irmão mais velho, Ladislau, repete para cinegrafistas e fotógrafos: "Filmem e fotografem à vontade. Talvez tudo isso sirva para alguma coisa, um dia".
Paus e pedras, bombas Molotov, rojões, vidros cheios de ácido sulfúrico que ao estourar queimavam a pele e a carne, tiros de revólver e muitos palavrões voaram durante quatro horas pelos poucos metros que separam as calçadas da Universidade Mackenzie e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Exatamente às 10 e meia da manhã do dia 2, quarta-feira, começou a briga entre as duas escolas. Porque alguns alunos do Mackenzie atiraram ovos em estudantes que cobravam pedágio na Rua Maria Antônia a fim de recolher dinheiro para o Congresso da ex-UNE e outros movimentos antigovernistas da ?ação? estudantil, a rua em que vivem as duas escolas rapidamente se esvaziou. Formaram-se grupos dos dois lados, dentro do Mackenzie, onde estudam membros do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), Frente Anticomunista (FAC) e Movimento Anticomunista (MAC); dentro da Faculdade de Filosofia da USP, onde fica a sede da ex-União Estadual dos Estudantes. As duas frentes agrediram-se entre discursos inflamados e pausas esparsas. Ao meio-dia a intensidade da batalha aumentou, porque chegaram os alunos dos cursos da tarde. O Mackenzie mantinha uma vantagem tática - os seus prédios ficam em terreno mais elevado e são cercados por um muro alto. A Faculdade da USP está junto à calçada, num prédio cinzento e velho, com a entrada principal ladeada por colunas de estilo grego e duas portas laterais. A fachada não tem mais que 20 metros. Seu único trunfo: uma saída na Rua Dr. Vila Nova, perpendicular à Maria Antônia, bem defronte à Faculdade de Economia, também da USP. Nessa quarta-feira, uma enfermaria improvisada no banheiro da USP atendeu a seis feridos. Dois alunos do Mackenzie também se machucaram. Na rua, os estudantes da USP apupavam os do Mackenzie: "Nazistas, gorilas!" E os mackenzistas revidavam: "Guerrilheiros fajutos!" às 2 da tarde a reitora do Mackenzie, Esther Figueiredo Ferraz, pediu uma tropa de choque - 30 guardas-civis - para "proteger o patrimônio da escola". Quando a polícia chegou, os estudantes se dispersaram. Houve uma trégua.
TODOS NA DEFESA - Durante a noite as duas escolas discutiram a briga em assembléias. E tanto um grupo como o outro chegou à mesma posição: organizar a defesa para o dia seguinte e só atacar se atacado. A assembléia da USP declarou que não queria lutar contra o Mackenzie, mas contra o CCC. No dia 3, quase às 9 horas da manhã, um grupo de rapazes saiu pelo portão de ferro do Mackenzie, correu até a entrada da Faculdade de Filosofia e arrancou uma faixa suspensa entre as duas colunas. Dizia a faixa: CCC, FAC e MAC = Repressão. E mais abaixo: Filosofia e Mackenzie contra a Ditadura. Os dizeres insinuavam união das duas escolas contra a "ditadura" e as organizações de extrema direita. Ao arrancá-la, os mackenzistas repudiavam a pretendida unidade. E para que isto ficasse bem claro, às 9 e meia tomaram mais duas faixas dos alunos da USP. Foi o fim da trégua. Novamente a pequena rua estremeceu com a explosão de rojões, bombas, tiros, vidraças quebradas por tijolos e barras de ferro. Labaredas de fogo subiam pelas paredes lambendo o rebôco e deixando um rastro negro de fuligem. Guardas civis protegiam o Mackenzie - ainda a pedido da reitora - armados de metralhadoras, fuzis e cassetetes tamanho-família. Luís Travassos e Édson Soares, respectivamente presidente e vice-presidente da ex-UNE, somados a José Dirceu, presidente da ex-UEE, comandavam a resistência da Filosofia.
TODOS NO ATAQUE - Por volta de meio-dia, centenas de curiosos e colegiais que vinham das aulas da manhã aglomeravam-se nos dois extremos da Rua Maria Antônia. Aproveitando a presença dessa platéia, os universitários da USP, com saquinhos de papel na mão, pediam dinheiro "para comprar material de guerra". Grupo de alunas de um colégio próximo subiu num monte de material de construção. Entre elas estava uma menina de quinze anos, com uniforme da quarta série ginasial do colégio "Des Oiseaux" e óculos escuros. Ficou ali quase uma hora, até o instante em que três policiais avançaram sobre um grupo de estudantes que havia lançado pedras contra eles. Um dos policiais puxou o revólver e atirou para o ar. Um aluno da USP jogou-se contra ele, de mãos abertas, forçou o braço do soldado para trás e tentou tomar-lhe o revólver. Dois outros soldados começaram a dar tiros no chão. Um estudante foi ferido na perna: Jorge Antônio Rodrigues, do terceiro ano de Economia. Foi o primeiro choque entre polícia e estudantes na quinta-feira. Um capacete de aço que tombou na luta foi levado como troféu para o interior da Faculdade. Nessa hora, a platéia debandou. A menina de óculos escuros quase levou um tombo. Era a filha do Governador de São Paulo, Roberto de Abreu Sodré. Logo depois, uma sirena gritou na rua. Os estudantes pensavam que a polícia estivesse investindo, mas era uma ambulância que ia buscar o rapaz atingido no rosto por um rojão, aluno do Mackenzie. Nessa escola, alguém ensinava como preparar bombas Molotov (segundo alguns alunos, foram atiradas mais de mil contra os estudantes e o prédio da USP). Nos rojões de vara eram adaptados vidros com gás lacrimogéneo, que iam rebentar no interior das salas da USP. Ácidos de cheiro muito forte e enjoativo eram lançados da mesma maneira. Foram instalados fios elétricos nos portões de ferro e grades do Mackenzie. Quem tocasse ali seria eletrocutado. As vidraças quebradas da USP eram substituídas por tapumes de madeira. Mas a tropa de choque da Faculdade de Filosofia havia acumulado às 14 horas um monte alto de pedras e duzentos rojões. Uma garrafa Molotov estourou sobre os fios de alta tensão que cruzavam a linha de fogo, queimou um deles, e de repente espocaram estalos e faíscas esverdeadas pela rua. Mais correria, mais gritos, mais palavrões. Do Mackenzie saíram bombas de gás lacrimogéneo que detonaram na rua e na entrada da Faculdade de Filosofia. Um edifício em construção, ao lado do Mackenzie, foi ocupado pelos mackenzistas.
DESORDEM, FERIDOS - Boatos e notícias contraditórias circulavam. A polícia invadirá as duas escolas, diziam uns. Outros negavam, mostravam-se mais sabidos: virá o Exército. "Por que seria a polícia? Se ela quisesse, já teria tomado alguma providência. Não iria ficar parada, assistindo de camarote a essa insensatez dos estudantes", dizia um velho, numa esquina. Para o General Sílvio Corrêa de Andrade, chefe do Departamento de Polícia Federal em São Paulo, todas as providências cabiam à polícia do Estado. "O que ocorre na Rua Maria Antônia é desordem, briga, e não manifestação política", dizia ele. Muitos alunos do Mackenzie feriram-se por acaso. Quando corriam por cima dos prédios para escapar das pedradas, sentiam as telhas cederem sob seus pés. Caíam então de uma altura de quase dois metros, desabando no assoalho do último andar. Um quebrou a clavícula, outro o nariz e um terceiro cobriu-se de escoriações. Por volta das 13h30 chegou um carro-tanque com seis bombeiros a pedido dos alunos da USP. Estacionaram na Rua Dr. Vila Nova e começaram o combate aos focos de incêndio que se multiplicavam pelo prédio da Faculdade de Filosofia. José Dirceu soltava frases de efeito: "As violências da direita estão sendo respondidas pela violência organizada do povo e dos estudantes", ou "Vamos esmagar a reação."
DE REPENTE, A MORTE - Perto do edifício em construção, tomado por alunos do Mackenzie, um grupo de secundaristas recolhia pedras para a USP. Na Rua Dr. Vila Nova ecoaram gritos e para lá correram muitos estudantes. Que era? Um aluno da Faculdade de Direito do Mackenzie, João Parisi Filho, halterofilista e desenhista, que teve trabalhos expostos na última Bienal de São Paulo. "Ele é do CCC", comentava-se. Cerca de oitenta estudantes da USP rodearam Parisi berrando: "Lincha! Mata o canalha!" O rapaz tinha um revólver. Tornaram-no. Depois, aos tapas, conduziram Parisi ao prédio da Faculdade de Economia da USP. (Quando à noite esse prédio foi tomado pela Força Pública, o presumível agente do CCC foi detido com os demais estudantes e encaminhado ao DOPS.) O trabalho dos bombeiros não parava. Rojões estouravam intermitentemente na Rua Maria Antônia. Súbito, defronte à Faculdade de Filosofia, um estudante com os braços abertos e quase se ajoelhando na calçada berrou: "Ambulância, ambulância, por favor". E atrás deste vieram mais rapazes carregando um jovem de cabelos pretos que tinha a camisa de linho branco tinta de sangue. Era José Guimarães, aluno do Colégio Marina Cintra, terceira série ginasial, vinte anos. Pintava nas horas vagas. Tinha mãe viúva. Ao passar pela Rua Maria Antônia resolveu ajudar os universitários. Recolhia pedras para a USP. Uma perua dos "Diários Associados" levou-o para o Hospital das Clínicas. Mas José Guimarães morreu no caminho. Na Maria Antônia ele deixou revolta e manchas de sangue. Laudo da autópsia: "A bala é de calibre superior a 38 ou de fuzil. Havia seis ou sete pedaços de chumbo no cérebro. O tiro entrou 1 centímetro acima da orelha direita e saiu à altura da linha mediana da cabeça, atrás, ligeiramente à esquerda. A bala fez um percurso de cima para baixo, em sentido oblíquo". Quem atirou? Ninguém sabe.
A BRIGA PROSSEGUE - Ao saber da morte do estudante secundário, José Dirceu subiu num monte de tijolos, cadeiras, corrimãos de escada e paralelepípedos, que servia de barricada, fez um comécio-relâmpago. "Não é mais possível mantermos militarmente a Faculdade. Não nos interessa continuar aqui lutando contra o CCC, a FAC e o MAC, esses ninhos de gorilas. Um colega nosso foi morto. Vamos às ruas denunciar o massacre. A polícia e o exército de Sodré que fiquem defendendo a fina flor dos fascistas. Viva a UNE, abaixo a reação!" Então concebeu uma nova imagem e desfechou: "Jorge, o rapaz morto, é um segundo Édson Luís (o secundarista que morreu no restaurante do Calabouço, na Guanabara). Vamos às ruas!" Com essa oratória Josá Dirceu conseguiu pôr a maioria dos assistentes em posição de passeata. "Não é Jorge, é Dionísio" cochichou uma estudante à colega. Ninguém sabia direito o nome da vítima. às 3 e meia uma janela se abriu no prédio da USP, e através dela um aluno gritou: "Estão contentes? Vocês já mataram um". Só assim os mackenzistas souberam da morte de um adversário. Também não entenderam a morte. Uns diziam que tinha sido uma bomba Molotov, outros, que foram tiros da polícia. Quem havia morrido não interessava. Toda a atenção deveria voltar-se para a pontaria das pedradas, que continuaram, mesmo depois de oitocentos estudantes da USP saírem em passeata.
QUEIMAR, QUEBRAR - Os estudantes ganharam a cidade em dez minutos. Arrancaram um pano vermelho da traseira de um carro-guincho e com ele fizeram uma bandeira. Em seguida, cercaram um Aero-Willys com chapa branca da Prefeitura Municipal de Santo André (cidade dos arredores de São Pauto), obrigaram o chofer, preto e gordo, a correr, quebraram todos os vidros do automóvel e amassaram a carroceria. Vinte metros adiante, rodearam um Volkswagen da polícia. Com pedaços de ferro nas mãos, dirigiram-se ao motorista: "Com licença, nós vamos pôr fogo no seu carro". O policial abandonou o automóvel e ficou a distância entre os espectadores. Os estudantes tombaram o carro e atearam fogo.
Depois incendiaram um Aero-Willys da Força Pública de São Paulo. Iluminados pelas chamas que subiam a 20 metros de altura, José Dirceu e Édson Soares fizeram discursos "denunciando o assassinato de um colega e oferecendo solidariedade aos bancários que, em greve, resistem à opressão". Aproveitando o congestionamento do trânsito, as moças da passeata dirigiam-se aos automóveis parados, pedindo dinheiro para "a resistência" e anunciando a morte do companheiro. Minutos depois queimavam mais um Volkswagen da polícia. As chamas ameaçavam um ônibus; os passageiros o abandonaram apavorados, enquanto uma perua Rural-Willys da chefia policial era depredada. Do alto de alguns prédios caíam papéis picados. Na Praça da Sá, ponto central de São Paulo, um Aero-Willys da Polícia Federal foi depredado; os transeuntes gritavam, corriam. Uma senhora desmaiou e foi carregada até a Catedral. A passeata dirigiu-se para o Largo de São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito, contra a qual foram lançados paus e pedras. José Dirceu fez novo discurso. De lá os estudantes correram para a próxima Praça das Bandeiras, onde surgiu um caminhão com doze homens da Força Pública. Os estudantes fugiram aos gritos. Seis jornalistas foram presos.
É UMA ESTUPIDEZ - Na Rua Maria Antônia a batalha arrefecia. No prédio da USP sobravam poucos estudantes. Algumas partes do teto ruíam. Às 18h30, Luís Travassos, o presidente da ex-UNE, entrou na Faculdade de Economia dizendo: "É preciso desmobilizar isso. Daqui a pouco não temos mais munição, o prédio pode ser invadido, vai ser um massacre." Os mais atirados queriam ir buscar o corpo de José Guimarães. "E que vamos fazer com o corpo aqui dentro?", perguntou Travassos dando de ombros. Às 20h30, José Dirceu apareceu com uma camisa suja de sangue. Subiu numa janela e, cercado por fotógrafos e cinegrafistas, teve um gesto dramático: "Colegas, esta camisa é do nosso companheiro morto pelas forças da repressão. Vamos todos para a Cidade Universitária. Haverá assembléia." Duzentos e quarenta soldados da Força Pública, cem cavalarianos, dois tanques e cinqüenta cães amestrados começaram a chegar na Rua Maria Antônia e vizinhança. O Mackenzie foi ocupado sem problemas, mas alguns estudantes ainda atiravam bombas Molotov contra o velho prédio da USP e pedras caíam sobre os jornalistas que tentavam se aproximar.
Um repórter da "Tribuna da Imprensa" do Rio de Janeiro foi ferido na cabeça. A Faculdade de Filosofia também foi ocupada. Nela estavam apenas alguns professores e alunos, fechados numa sala para redigir um manifesto sobre os acontecimentos. Os mackenzistas cantavam o Hino Nacional e davam vivas. A reitora Esther Figueiredo Ferraz apertou a mão de alguns funcionários e estudantes. E os estudantes gritaram: Vamos tomar uns chopes para comemorar a vitória". E foram beber.
QUEM VENCEU? - Enquanto o corpo de José Guimarães era velado pela mãe, a irmã e o irmão, sob forte proteção policial, enquanto os alunos da USP discutiam o que fazer no dia seguinte e os mackenzistas bebiam, o diretor em exercício da Faculdade de Filosofia, Professor Eurípedes Simões de Paula, observava que "o prédio da Maria Antônia não tem condições de funcionar até o fim do ano". As aulas serão transferidas para a Cidade Universitária. "Já deveriam ter saído antes", observou Erwin Rosenthal, o diretor que vai à Europa. Com isso, o Mackenzie ganhava o domínio da Rua Maria Antônia. A briga entre as duas escolas é muito antiga e cheia de crises. A principal foi em 1964, quando o CCC sentiu-se fortalecido com a mudança de regime e invadiu a Faculdade de Filosofia quebrando vidraças, móveis e espancando estudantes. Em 1966, quando Luís Travassos foi eleito presidente da ex-UEE, repetiu-se a invasão e foi destruída a urna de votação. Em 1967, quando José Dirceu substituiu Travassos, houve outras brigas. Mas há alunos do Mackenzie contrários a seus colegas da chamada "tropa de choque". E na passeata de uma hora feita na tarde de sexta-feira por cerca de 4 mil pessoas em sinal de protesto pela morte de José Guimarães (um protesto contra quem?), apareceu urna faixa: "O Mackenzie se Une às Outras Escolas e Repudia a Colaboração dos Professores na Fabricação de Armas Assassinas". Nessa passeata, que acabou sendo dissolvida a bombas de efeito moral e gás lacrimogéneo, José Dirceu declarou que "a UNE e a UEE derrotaram o CCC, o FAC e o MAC em quatro assembléias lá dentro do Mackenzie". A União das Mães de São Paulo, que apoiou a passeata, pediu aos estudantes que se manifestassem pacificamente. "Violência gera violência", disse a oradora da União. Os estudantes não gostaram da advertência. Um coro interrompeu o discurso: "Povo armado derruba a ditadura", gritaram. A senhora não perdeu a coragem. Uma mocinha deu-lhe apoio: "Muito bem". Mas o estímulo caiu no silêncio. A União das Mães tomou uma decisão na hora: "Retiramos nosso apoio se vocês não fizerem essa passeata pacificamente". Mas não houve paz. Alguns estudantes quebraram vidraças do First National City Bank, outros viraram e queimaram um carro. Às 20 horas - duas horas após o desbaratamento da manifestação -, uma perua da Força Pública foi atacada num ponto distante do roteiro da passeata. Luís Travassos e José Dirceu estavam cansados e unidos. A camisa manchada com o sangue de José Guimarães foi carregada como um estandarte. Ninguém - exceto parentes e policiais - pôde ir ao enterro do moço assassinado numa batalha absurda. O sepultamento marcado para as 16 horas de sexta-feira foi às 13 horas, no Cemitério do ?Araçá?. Os moços da ex-UNE querem fazer dessa morte um caso político de repercussão nacional e anunciam mais passeatas. A que pode servir tudo isso? O irmão do morto diz que talvez sirva a alguma coisa, um dia. Que coisa?
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2019.06.25 06:03 rosemorenashow Release Rose Morenna

Release Rose Morenna
Natural do Rio de Janeiro, filha do tenor campista Pereira da Silva, inicia sua carreira profissional em 1978 em Juiz de Fora/MG na Aliança Francesa com o show “Alguém Cantando” e em 1979/1980 se apresenta no Projeto Tear I e II da Prefeitura da cidade de Juiz de Fora.
1982/RJ-abertura da Semana de Ipanema na Praça Nossa Senhora da Paz e show na ACM.
2000–Casa de Espetáculos Magique Show/Araruama/RJ
-TEATRO MUNICIPAL DE ARARUAMA/RJ (shows realizados)
https://preview.redd.it/h603miqnli631.jpg?width=1424&format=pjpg&auto=webp&s=41bf61027728a17363b3949d718e00bc6a7a2688
2001-abril/ago “ Rose Morena Show com sua banda Projeto da Secretaria Municipal de Cultura de Araruama.
2003 - “The Roses,uma viagem no tempo através da música” Projeto da Secretaria Municipal de Cultura de Araruama.
2003 - TRIBUTO À CÁSSIA ELLER Projeto 1,99 Especial da Secretaria de Municipal de Cultura de Araruama.
2003 - ...e a viagem continua com produção da Vip Digital Arts Ltda.
2006 a 2009- Projeto Verão da Secretaria Municipal de Araruama e o Projeto Espaço Aberto no Teatro de Arena Praça Antonio Raposo.
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2019.05.12 16:26 chickenchicken2468 [DQ] Ao redor do candelabro

12/05/2019. Tema: vida e morte

Ao redor do candelabro
Era uma noite de tempestade, mas isso não era um grande problema para quem vivia num apartamento no centro de São Paulo. Os trovões se confundiam com o barulho dos carros, a chuva caía forte, mas o décimo terceiro andar estava acima de qualquer enchente no Túnel Rebouças.
Ou quase.
Depois de um forte clarão lá fora, as luzes do bairro inteiro apagaram.
— Espera um pouco, gente! Já sei!
Fernanda abriu um armário e tirou de lá um candelabro de ferro, todo entalhado, com cinco velas. Acendeu e iluminou a Fer, a Ju e a Lari.
— Fer, por que você tem um candelabro em casa?
— Foi coisa da Bruna! Ela comprou pra mim quando a gente estava pra voltar de Nairobi.
— Nairobi?
— É, no Quênia. Foi naquela viagem de safari no ano retrasado.
— As fotos ficaram lindas! Eu curti todas no seu Instagram!
— Então, daí quando a gente estava indo do hotel pro aeroporto, já na volta, aconteceu que o ônibus estava demorando muito. Daí a Bruna começou a falar com essa senhora que estava vendendo um monte de coisas. A mulher começou a contar da filha dela que tinha morrido de doença quando era bem criança. É até difícil contar. Quando era ela mesma contando, dava até arrepio. Ela falava da criança correndo na vila que ela morava, com aquele inglês com sotaque pesado, e a Bruna sempre lá perguntando. Eu só estava querendo ouvir a história e olhar as coisinhas que ela tinha para comprar. Daí eu perguntei para a moça de onde tinha vindo o candelabro. — Fernanda pegou seu copo d`água e tomou um gole — Ela disse que tinha sido um presente da mãe dela, e que ela tinha usado para iluminar o velório da filha.
— Ah. — Ju tomou um gole de vinho. — que história triste.
— A Bruna perguntou pra ela como que tinha sido, e aí ela foi contando que no velório na vila dela cada um que chega conta uma história da pessoa que morreu. E aí é como se a memória dela vivesse para sempre, entende? Para eles, a morte não é o fim de tudo, é só o fim de um ciclo, mas a pessoa continua tendo mudado o mundo em que ela viveu.
— Por que ela estava vendendo isso?
— Parece que ela estava vendendo o que tinha. Pobreza extrema é foda, né? Acho que ela estava precisando voltar para a vila. Eu comprei o candelabro, e a Bruna ainda deixou uns duzentos dólares a mais com ela.
— Nossa. E falando nisso, cadê Bruna?
— Deve estar vindo. Ela já chegou na hora alguma vez na sua vida?
— Verdade, Fer! Nossa, me lembrei quando eu fui com a Bruna para o Rio de Janeiro. O vôo era sete horas da manhã, a gente chegou em Congonhas às seis e quinze. A gente passou no terminal quando o portão já estava quase fechando, e aí todo mundo no avião olhou torto pra gente.
— Ainda bem que vocês entraram, as fotos ficaram muito boas!
— Eu nem tenho Instagram!
— Mas a Bruna tem! Vi vários stories de vocês no cristo, na praia e também naquele lugar que o povo aplaude o Sol se pondo…
— O arrpoadorr! — disse Ju, com uma entonação de quando uma paulistana tenta falar com os erres da zona Sul do Rio.
— Isso!
— Olha, o Rio foi muito legal, mas o povo é muito mais relaxado. Aqui em São Paulo, quando você vai num restaurante, se a comida demora a gente quase baixa um processo. Lá no Rio não. Você pede uma caipirinha e pode ficar olhando o mar porque vai demorar. Mas o pessoal se vira bem. Acho que a gente de São Paulo podia passar mais tempo só olhando as ondas do mar, se aqui tivesse mar. Sei lá, a gente podia passar mais tempo assim…
— … contemplando?
— Contemplando! É, foi muito legal. Várias vezes lá no Rio eu a Bruna ficamos só olhando as praias, as pessoas, ouvindo os sons, sabe? Foi muito bom.
— Mas no Rio não é perigoso ficar parado na rua?
— É um pouco. Mas as ruas continuam cheias, então acho que eles não pensam nisso o tempo todo. Tem que se prevenir um pouco. A Bruna até trocou o nome da mãe dela no telefone de "mãe" para "Dona Marta" só para evitar sequestro relâmpago. Isso é complicado. Lá no Rio eles fazem isso como se fosse normal!
— Como que isso evita sequestro?
— O sequestrador não consegue saber para quem ligar e pedir o resgate.
— Mas e se acontecer alguma coisa? Como vão achar para quem ligar?
— Ah, sei lá! Vira essa boca pra lá, Fer!
— Acho que a Bruna é carioca!
— Ela parecia carioca mesmo, naqueles bailes funk que a gente foi!
— Ou então ela é porque ela é de peixes!
— Ela parecia estar bem feliz por lá.
— Todo mundo já viajou com a Bruna, menos eu!
— Ah, Lari, não fica assim! Vocês vão viajar juntas um dia!
— Mas eu já fui com ela em um buteco que vocês não foram!
— Como assim?
— Foi depois do velório da minha mãe. Vocês duas estavam no intercâmbio, mas a Bruna estava aqui.
— No intercâmbio? Então isso já faz uns cinco, seis anos?
— Sim. A Bruna ficou me ouvindo falar da minha mãe. Estava um dia tão bonito, todo ensolarado! Tinha chovido muito na noite anterior, e o cemitério era um campo todo cheio de árvores e flores. Daí a Bruna me abraçou enquanto eu chorava. Ela foi uma fofa, porque eu chorei acho que por umas duas horas. Ela me disse que as pessoas boas, quando morrem, viram pó de estrela e se espalham pelo universo. E aí, depois do enterro, ela me levou pro buteco, só porque era lá perto. A gente nem bebeu nada, mas eles faziam um suco de melão muito bom. A Bruna conhecia o dono. Ele é um velhinho muito simpático, o Seu Mário. Aí ele fez pra gente uma costela especial.
— Por que a Bruna conhecia o dono?
— Ela me disse que a Dona Marta tinha levado ela naquele buteco logo depois do enterro do pai dela. E Dona Marta conversa com todo mundo… acho que foi daí que a Bruna puxou essa simpatia toda! A minha mãe, antes do Alzheimer, era muito falante também. Mas aí ela foi esquecendo das palavras, dos rostos, daí das pessoas. No finalzinho, ela se esqueceu de mim. Quando ela morreu foi muito triste, mas foi um alívio também. Agora ela virou pó de estrela, e ela deve ter virado um pedacinho de um monte de árvores e flores por aí.
— Isso tem cara de frase da Bruna.
— Foi mesmo. Ela é muito sensível, né? Na verdade, ela também disse que cada um de nós é um pouco flor e um pouco árvore, mas eu achei isso meio brega e não quis falar.
— Meio brega, mas você está enxugando as lágrimas de pensar nisso.
— Ah, vá. — Lari passou o dedo perto do olho, enxugando as lágrimas tentando sem sucesso não borrar a maquiagem.
— Ela deve ter aprendido isso tudo com a Dona Marta. Nem imagino como deve ser ter que consolar a filha porque o pai morreu de doença.
— É, eu conheço ela desde criança! Sorte minha! A gente falava que ia ter filho juntas! — disse Fernanda.
— Uma com a outra?
— Não, Julianny! Cada um o seu próprio filho!
— Falando em filho, Dona Fernanda, estou vendo você aí só na água enquanto todo mundo está no vinho. É por isso que você chamou a gente aqui?
Fernanda ficou vermelha. Ensaiou que ia dizer alguma coisa, mas não respondeu. Larissa se adiantou:
— Só assim prá gente se encontrar!
— Pára gente. Eu queria falar disso só quando a Bruna chegasse!
O telefone da Ju tocou.
— É a Bruna! — atendeu, sorrindo, mas foi ficando séria — Oi! Oi? Ah. Sim. Julianny, com ípsilon e dois enes. Sim, isso. Sim… onde? Sério? Como? Ah, bem, obrigada…
Julianny desligou e se sentou, com os olhos cheios de lágrimas.
— Gente, a Bruna morreu.
— Como assim?
— Era do hospital. Me ligaram porque era o número que estava na agenda de telefone dela. A gente tem que buscar a Dona Marta… Fer, você dirige?
— Vamos.
... .... .... .....
No dia seguinte, o céu estava azul e sem nuvem nenhuma. O corpo da Bruna foi enterrado debaixo de uma salva de aplausos. Aos poucos, todo mundo foi embora. A família da Bruna se abraçou e voltou prá casa. Os amigos mais distantes saíram, um por um. Ficaram ali as três, olhando.
— E agora, o que a gente faz? — disse Julianny.
Fernanda, entristecida, pensou na própria gravidez:
— Acho que guardei essa surpresa por muito tempo. A Bruna ia ter ficado feliz de saber.
Larissa abraçou as outras duas, que começaram a chorar. Ficaram ali por algum tempo. Não marcaram a hora, mas foi tanto tempo quanto precisavam. Quando o choro ficou mais calmo, Larissa pegou a mão das amigas e disse:
— Ela está se espalhando pelo universo. Daqui a um tempo, ela vai ter virado um pedacinho das árvores e das flores. Mas nós ainda não. Venham. Sei de um lugar aqui perto que tem um suco de melão delicioso. Eu conheço o dono!
FIM.
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2019.02.06 04:21 venke970010 A Maior das Aventuras

Ontem resolvi realizar uma das grandes aventuras disponíveis no Rio de Janeiro. Terra de montanhas para escaladas, pontos de mergulho, dias de kite surf e vôo livre, nada disso supera em risco e emoção uma ida aos Correios.
Minha missão era enviar um presente para um amigo em São Paulo. Presente na caixinha sob medida, carta escrita à mão e dobrada, saí de casa. Não sem antes considerar a possibilidade de vestir minha armadura mas estava num momento otimista e fui de peito aberto.
A interconexão quântica do Universo se fez clara logo na saída. Foi eu colocar o pé para fora de casa e começou a chover. Cego aos alertas universais e ainda comemorando o banho refrescante no calor senegalesco do Rio, segui impávido ouvindo a música-tema de "O Rei do Show". Lá do Céu podia-se ouvir uma bufada impaciente que tratei de ignorar.
A adrenalina já tinha se apossado de mim. Faltava meia hora para a agência fechar quando entrei e me deparei com o primeiro obstáculo naquele Templo da Perdição. Um místico totem eletrônico me oferecia uma charada. Tinha que escolher uma senha para o serviço adequado: 1- Sedex ou demais encomendas expressas 2- Encomendas à vista ou pagas na entrega 3- Idosos ou portadores de necessidades especiais 4- Torcedores do Botafogo e demais minorias
Cravei o 2, ignorando a risadinha interna que dizia que eu sabia que devia ter teclado o 3. Saiu o papelzinho com o código secreto: I1962
Ao meu redor poucas pessoas sentadas aguardavam sua vez para o sacrifício ao altar do Deus Estado. Me sentei e observei o letreiro eletrônico cheio de códigos.
Em apenas dez minutos o letreiro apitou o meu código, indicando o guichê 01. Apenas dez minutos? Talvez a Nova Era já tivesse atingido os Correios. Para um otimista basta uma leve melhora para a barragem da prudência se romper e o devaneio da felicidade tomar conta. Um suplício recorrente.
Transbordando de surpresa me aproximei da senhora atendente. Dei-lhe boa tarde e Dona Jurema me respondeu simpática. Notei uma leve torção sádica em seu sorriso mas a torrente otimista carregou a sábia percepção e a substituiu por uma cara de pateta com a qual apresentei à doce senhora meu problema.
"Esta caixinha não é aceita pelos Correios. Tenho aqui uma caixa, vamos ver se cabe."
Ela tinha um pedaço de papelão nas mãos. Célere demais para sua idade Dona Jurema arrancou minha caixinha das minhas mãos e começou a tarefa mística de fazer um cubo caber numa caixa com uma das dimensões sendo metade da aresta do dito cujo. Parecia que ela tentava guardar uma lata de cerveja dentro de uma embalagem de pizza. O resultado foi uma pizza prestes a dar à luz o Alien.
Durante esse duro processo observei que Dona Jurema, apesar de estar se atolando comicamente, jamais considerou largar a caneta que suas garras seguravam como se fosse preciosa. Coisas de repartição, imagino.
Depois de 5 metros de fita adesiva que certamente iriam fazer a alegria de meu amigo paulista, Dona Jurema me olha orgulhosa e diz:
"Consegui!"
Bem, pelo visto estava diante de um sucesso. Ela me deu a caixa com uma caneta e me pediu que escrevesse o endereço e meus dados de remetente. Ao fazer isso percebi que a caixa era totalmente ondulada. O sangue voltou a correr rápido. O desafio não tinha terminado afinal!
Muitos minutos depois, consertando os pulos que a caneta dava na desgraça de caixa do inferno, entreguei tudo preenchido. Dona Jurema fez um muxoxo e me entregou um papelzinho, não sem um leve e sádico sorriso no canto dos lábios enrugados.
"Agora só falta preencher este formulário. É rapidinho, a Receita Federal exige."
No papelzinho eu deveria repetir TODAS as informações que já tinha cravado na caixa do Mal. Sim, sim, só os bravos sobrevivem. O que é mergulhar a 15 metros atrás de um baiacú estrela perto disso?
Preenchi tudo de novo imaginando o Paulo Guedes entrando agência adentro num trator gigante enquanto declarava aquilo tudo privatizado. Devolvi o papel à velha bruxa dando uma risadinha maligna. Vamos ver quem vence essa parada, Circe.
Dona Jurema nem se abalou. Recebeu tudo e me perguntou se desejava ser avisado sobre o recebimento.
-"Quanto custa?" - perguntei, malandro.
Apenas cinco reais e setenta e oito centavos. Fiquei impressionado. Como chegavam àqueles números? Alguém berrava:
"Manda um número de um a cem aê para o valor da confirmação de recebimento parecer que tem algum fundamento!" "Bota setenta e oito!" "Valeu, irmão!"
E neguei o arbitrário e pequeno roubo. Dona Jurema lançou mais um feitiço:
"Vai ser PAC ou SEDEX?"
Se espantou quando perguntei o preço dos dois. Pelo visto é algo incomum se informar do valor antes de adquirir algum produto junto ao Governo. Me olhou do alto de seus oclinhos como se eu fosse um inseto e me disse os valores.
Como PAC custava a metade do SEDEX, fui de PAC mesmo.
A bruxa retrucou:
"Mas PAC pode levar até 15 dias..."
Cacetada. Quinze dias para chegar em São Paulo? Só se a megera fosse levar a pé pessoalmente. Mas o que eu disse foi:
"Vai ser PAC mesmo."
Depois de digitar durante cinco minutos, de vez em quando levantando a cabeça para ver seu eu ainda estava lá, me disse que a previsão era menor, só sete dias. Ah, sensacional. Ela devia ter acabado de comprar uma bengala turbo.
"Custa 23,70. Ah, tem a caixa. O total é 25, 90, por favor"
Paguei no cartão, recebi uma tripa gigante de papel, agradeci à soturna figura que me mostrava os dentes ameaçadoramente e saí, incólume.
A chuva tinha apertado mas meu passo estava leve. Tinha sobrevivido! O Templo da Burocracia Sinistra tinha perdido uma vítima.
Na próxima vez vou de armadura, com certeza.
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2019.02.06 04:17 venke970010 A Maior das Aventuras

Ontem resolvi realizar uma das grandes aventuras disponíveis no Rio de Janeiro. Terra de montanhas para escaladas, pontos de mergulho, dias de kite surf e vôo livre, nada disso supera em risco e emoção uma ida aos Correios.
Minha missão era enviar um presente para um amigo em São Paulo. Presente na caixinha sob medida, carta escrita à mão e dobrada, saí de casa. Não sem antes considerar a possibilidade de vestir minha armadura mas estava num momento otimista e fui de peito aberto.
A interconexão quântica do Universo se fez clara logo na saída. Foi eu colocar o pé para fora de casa e começou a chover. Cego aos alertas universais e ainda comemorando o banho refrescante no calor senegalesco do Rio, segui impávido ouvindo a música-tema de "O Rei do Show". Lá do Céu podia-se ouvir uma bufada impaciente que tratei de ignorar.
A adrenalina já tinha se apossado de mim. Faltava meia hora para a agência fechar quando entrei e me deparei com o primeiro obstáculo naquele Templo da Perdição. Um místico totem eletrônico me oferecia uma charada. Tinha que escolher uma senha para o serviço adequado: 1- Sedex ou demais encomendas expressas 2- Encomendas à vista ou pagas na entrega 3- Idosos ou portadores de necessidades especiais 4- Torcedores do Botafogo e demais minorias
Cravei o 2, ignorando a risadinha interna que dizia que eu sabia que devia ter teclado o 3. Saiu o papelzinho com o código secreto: I1962
Ao meu redor poucas pessoas sentadas aguardavam sua vez para o sacrifício ao altar do Deus Estado. Me sentei e observei o letreiro eletrônico cheio de códigos.
Em apenas dez minutos o letreiro apitou o meu código, indicando o guichê 01. Apenas dez minutos? Talvez a Nova Era já tivesse atingido os Correios. Para um otimista basta uma leve melhora para a barragem da prudência se romper e o devaneio da felicidade tomar conta. Um suplício recorrente.
Transbordando de surpresa me aproximei da senhora atendente. Dei-lhe boa tarde e Dona Jurema me respondeu simpática. Notei uma leve torção sádica em seu sorriso mas a torrente otimista carregou a sábia percepção e a substituiu por uma cara de pateta com a qual apresentei à doce senhora meu problema.
Ela tinha um pedaço de papelão nas mãos. Célere demais para sua idade Dona Jurema arrancou minha caixinha das minhas mãos e começou a tarefa mística de fazer um cubo caber numa caixa com uma das dimensões sendo metade da aresta do dito cujo. Parecia que ela tentava guardar uma lata de cerveja dentro de uma embalagem de pizza. O resultado foi uma pizza prestes a dar à luz o Alien.
Durante esse duro processo observei que Dona Jurema, apesar de estar se atolando comicamente, jamais considerou largar a caneta que suas garras seguravam como se fosse preciosa. Coisas de repartição, imagino.
Depois de 5 metros de fita adesiva que certamente iriam fazer a alegria de meu amigo paulista, Dona Jurema me olha orgulhosa e diz:
Bem, pelo visto estava diante de um sucesso. Ela me deu a caixa com uma caneta e me pediu que escrevesse o endereço e meus dados de remetente. Ao fazer isso percebi que a caixa era totalmente ondulada. O sangue voltou a correr rápido. O desafio não tinha terminado afinal!
Muitos minutos depois, consertando os pulos que a caneta dava na desgraça de caixa do inferno, entreguei tudo preenchido. Dona Jurema fez um muxoxo e me entregou um papelzinho, não sem um leve e sádico sorriso no canto dos lábios enrugados.
No papelzinho eu deveria repetir TODAS as informações que já tinha cravado na caixa do Mal. Sim, sim, só os bravos sobrevivem. O que é mergulhar a 15 metros atrás de um baiacú estrela perto disso?
Preenchi tudo de novo imaginando o Paulo Guedes entrando agência adentro num trator gigante enquanto declarava aquilo tudo privatizado. Devolvi o papel à velha bruxa dando uma risadinha maligna. Vamos ver quem vence essa parada, Circe.
Dona Jurema nem se abalou. Recebeu tudo e me perguntou se desejava ser avisado sobre o recebimento.
-"Quanto custa?" - perguntei, malandro.
Apenas cinco reais e setenta e oito centavos. Fiquei impressionado. Como chegavam àqueles números? Alguém berrava:
E neguei o arbitrário e pequeno roubo. Dona Jurema lançou mais um feitiço:
Se espantou quando perguntei o preço dos dois. Pelo visto é algo incomum se informar do valor antes de adquirir algum produto junto ao Governo. Me olhou do alto de seus oclinhos como se eu fosse um inseto e me disse os valores.
Como PAC custava a metade do SEDEX, fui de PAC mesmo.
A bruxa retrucou:
Cacetada. Quinze dias para chegar em São Paulo? Só se a megera fosse levar a pé pessoalmente. Mas o que eu disse foi:
Depois de digitar durante cinco minutos, de vez em quando levantando a cabeça para ver seu eu ainda estava lá, me disse que a previsão era menor, só sete dias. Ah, sensacional. Ela devia ter acabado de comprar uma bengala turbo.
Paguei no cartão, recebi uma tripa gigante de papel, agradeci à soturna figura que me mostrava os dentes ameaçadoramente e saí, incólume.
A chuva tinha apertado mas meu passo estava leve. Tinha sobrevivido! O Templo da Burocracia Sinistra tinha perdido uma vítima.
Na próxima vez vou de armadura, com certeza.
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2018.12.27 14:44 NaoMeLevemASerio Enquanto isso, em Milão...

Alguém acredita realmente que o Brasil mudará com a Operação Lava-jato?
Às vezes penso que sim; às vezes, penso que não.
Hoje, penso que não.
Explico: estou no salão do café da manhã do hotel aqui em Milão.
Há um grupo de políticos cariocas.
O Estado do Rio de Janeiro arde em desgraça e eles falam de dinheiro como quem conta anima piada.
Parece que a prisão do Sérgio Cabral não os abalou em nada.
Aliás, nem o Sérgio sente, pois depois de algum tempo preso sairá e continuará com grande parte do dinheiro que extraviou do povo fluminense.
Eu estou neste hotel com o fruto do meu trabalho, reto, honesto e abençoado. E eles? Com os vencimentos de Deputados estaduais e federais não poderiam estar aqui ou falar de dinheiro com a fluidez de grandes empresários. Falam em milhões como se fossem tostões.
Ainda que algum deles seja rico independentemente da vida política, é estranho estar presente em uma das cidades mais caras do mundo no mesmo momento que servidores públicos estaduais não recebem seus vencimentos e necessitam da ajuda de empresários para simples cestas de Natal.
Pessoas morrem por falta de hospitais na cidade do Rio de Janeiro e esses cafajestes riem.
O político não pode se dar a certos luxos que o homem comum pode.
Mesmo que algum deles seja honesto - o que duvido - não é moralmente aceitável sua presença, aqui, neste momento.
Não sou radical com a questão da pobreza e confesso que ela não é meu assunto preferido e minha preocupação central (prefiro os temas morais e teológicos), mas sinto nojo do que ora testemunho.
Não escreverei nomes porque não estou disposto a comprar eventuais problemas com ações judiciais e perseguições de qualquer ordem. Eu não vivo só, tenho sócios e funcionários que dependem de mim, mas logo mais irei ao Duomo e lá rezarei para que a mão de Deus pouse sobre eles sem misericórdia.
Quem blasfema contra o Espírito Santo de Deus e quem extravia o dinheiro do povo não merece perdão.
A dor da velha senhora que se contorce no chão infecto de um hospital abandonado do Rio de Janeiro ou a criança entristecida pela dor do pai que não recebe seu justo pagamento são deformadas nos risos escarnecidos desses canalhas imundos e suas bocas apodrecidas pela vilania.
O Hotel Principe di Savoia não merecia receber esses saqueadores com ares de bufões.
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2018.11.05 21:18 Gandum021 Consultoria Financeira

Fala, galera!
Estou na seguinte situação: meu sogro (que vez ou outra está na pindaíba) recebeu de herança dois apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro. Não sei exatamente o valor dos imóveis, mas creio que somados totalizem algo em torno de 1M de reais.
Está muito feliz, empolgado e agora está em vias de vender o primeiro deles. Sabendo que há 90% de chance de ele torrar tudo no médio prazo, o instruí a aplicar o dinheiro. De imediato ele não se animou muito com a ideia, mas depois de muito convencimento por parte da minha mulher, está dizendo que vai falar com o gerente do banco (pqp)...
Cansado de ver ele tomando pequenos empréstimos (que ele geralmentebpaga) da minha senhora, quero resolver de uma vez por todas a vida do velho, mas já percebi que eu falar não adianta muito.
Gostaria de indicações de consultoras financeiras independentes, de preferência no Rio de Janeiro. Acho que um profissional tem mais chances de convencê-lo que eu...
Se conhecerem mais de uma, podem mandar o nome de todas!
Agradeço desde já o apoio.
tl;dr: Procuro consultoria financeira pro meu sogro!
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2018.10.25 15:23 Viajandonotempo Desafio vcs lerem ate o final e discutir sem agressao

Texto longo, mas muito apropriado. 👇🏻
DESAFIO OS BOLSONARISTAS A LEREM INTEGRALMENTE ESTE ARTIGO do jornalista Milton Saldanha, 73 anos, maduro e experiente jornalista, filho de militar!
DESAFIO AINDA QUE ARGUMENTEM CONSISTENTEMENTE (se isso for possível aos senhores e senhoras) CADA UM DOS ASPECTOS DESTACADOS POR ELE NESSE HISTÓRICO DA POLÍTICA BRASILEIRA (que também é um histórico da corrupção que vem de muitas décadas).
"Anti-petismo é infantilidade política. Ou esperteza.
Para começar, tenho em meu arquivo uma coleção de artigos que escrevi criticando o PT e Lula. E não acredito na inocência deste último, que conheço desde os tempos do sindicalismo no ABC, quando lá exerci durante sete anos o jornalismo.
Logo, não me venham com histerismos e adjetivos, nem da direita nem da esquerda, não tenho mais tempo e paciência para isso. Acompanho a política brasileira desde garoto, começando em 1954, sob o impacto do suicídio de Vargas. Leio e estudo muito desde então, com a humildade de reconhecer minhas carências culturais. Não será um garoto mal formado numa faculdade que vende diplomas que me dará aulas de política. Para isso busco os livros que valem a pena.
Apostar no fascismo bolsonarista, que se apresenta com as mais primitivas propostas, tipo armar a população, é no mínimo uma regressão mental. Mais ainda quando baseada num anti-petismo sem reflexão.
Ora, o PT roubou e deixou roubar, isso foi parte do acordo com a direita, e que caracterizou o período Lula. Bolsonaro estava lá: foi durante 12 anos de um partido que integrava a base aliada do governo. Esqueceram ou não sabiam?
Quando, em que dia e hora, o “honesto” apontou alguma irregularidade? Ou contra Cabral, do PMDB, que saqueava o Rio de Janeiro?
Ele não estava preocupado com isso. Cuidava de ajeitar os filhos na política, educando-os para a truculência, e tratando dos negócios da família no Vale do Ribeira, onde hoje tem mais de 40 empresas, como apontou a revista Época, do grupo Globo, que ninguém ousará chamar de comunista. Como alguém consegue isso só somando proventos de capitão da reserva com ganhos parlamentares? A conta não fecha.
Antes da fundação do PT, em 1980, tanto a elite da direita, como os chamados governos populares, há um século já roubavam descaradamente os cofres públicos. Mas sempre empunhando o discurso moralista em vésperas de eleições. Nada disso é novidade. Jânio e Collor usaram a tática com êxito. Nenhum terminou o mandato.
Portanto, nada disso nasceu com o PT, começa com Cabral, quando aqui aportou subornando os índios com espelhinhos.
Em 1963, há 55 anos, o presidente João Goulart colocou o íntegro general Osvino Ferreira Alves na presidência da Petrobrás com a missão de coibir a corrupção. O problema não começou ontem, com FHC ou Lula, e nunca foi a estatal e sua função estratégica, e sim a má gestão.
E quem acha que na ditadura não se roubava merece um pirulito e um chocalho de presente, além do troféu ingenuidade.
Apontem um único partido, na História desta República, que não tenha se lambuzado em todo tipo de falcatrua, a começar pelo emprego de parentes como funcionários fantasmas.
Aécio Neves tinha 18 anos, passava as tardes jogando vôlei em Ipanema, no Rio, mas já estava na folha de pagamento do Congresso, como assessor parlamentar do avô. Certamente com sua mesa de trabalho nas areias da praia. É o mesmo Aécio que deixou viúvas traídas, hoje bolsonaristas. Mas que nada aprenderam.
Não santifico nem esconjuro o PT. Não foi o único a errar. Mas desconhecer o que fez de bom no plano social seria leviandade.
Como é falta de caráter dos empresários que ganharam muito dinheiro com renúncias fiscais nos governos Lula e Dilma e hoje criticam com a maior cara de pau. Por que não criticavam quando estavam se dando bem?
Quero, com tudo isso, apenas dizer que o PT sempre foi um partido como outro qualquer. Não é o demônio encarnado, e que uma vez debelado transforma o Brasil num paraíso só de vestais.
É o que temos na política brasileira, infelizmente. Em nada diferente do PMDB, PSDB, PP (onde estava Bolsonaro, dividindo o banco com Cunha e Maluf). A propósito, este mesmo PP campeão de inquéritos na Lava Jato. Bolsonaro só não entrou na lista, como ele mesmo disse na Globo News, porque era do baixo clero, ao qual ninguém dava a mínima atenção, nem mesmo para subornar.
Jogar o Brasil no fascismo imprevisível, com um vice que desconhece a Constituição e quer extirpar até o décimo terceiro salário, do pouco que resta ao trabalhador, é uma irresponsabilidade.
Por mais que tenha defeitos, o PT jamais levantaria um questionamento tão cretino. Por mais que tenha defeitos, o PT jamais faria apologia da tortura, e isso não é irrelevante: um presidente exerce um grande poder policial-militar delegado pela Constituição, como chefe supremo das Forças Armadas.
Não há anti-petismo que justifique isso.
É infantilidade política, para uns. Manipulação, para outros. Ou esperteza oportunista".
Milton Saldanha, jornalista
* Milton Saldanha, 73 anos, nasceu em São Luiz Gonzaga (RS), em 29 de julho de 1945. Filho de um oficial do Exército, morou e estudou em diferentes cidades do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Vive em São Paulo (SP) desde 1969.
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2018.09.25 22:59 Paralelo30 Ex-mulher afirmou ter sofrido ameaça de morte de Bolsonaro, diz Itamaraty - 25/09/2018 - Poder

Rubens Valente
7-9 minutos
Ex-mulher do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle afirmou ao Itamaraty em 2011 que foi ameaçada de morte por ele, o que a levou a deixar o Brasil. O relato consta de um telegrama reservado arquivado no órgão, ao qual a Folha teve acesso. Na época Bolsonaro e Ana Cristina travavam uma disputa judicial no Rio de Janeiro sobre a guarda do filho do casal, então com cerca de 12 anos.
​“A senhora Ana Cristina Siqueira Valle disse ter deixado o Brasil há dois anos [em 2009] ‘por ter sido ameaçada de morte’ pelo pai do menor [Bolsonaro]. Aduziu ela que tal acusação poderia motivar pedido de asilo político neste país [Noruega]”, diz o telegrama.
Em outro trecho do documento, Ana Cristina disse considerar que, ao procurá-la, o vice-consulado do Brasil na Noruega “estava agindo em nome do deputado federal Jair Bolsonaro”.
O mesmo telegrama havia sido liberado à Folha pela Lei de Acesso à Informação, porém com esses e outros trechos cobertos por tarja preta. Duas fontes ouvidas pela reportagem e o então embaixador, Carlos Henrique Cardim, que assina os textos, confirmaram a íntegra dos documentos.
Atualmente Ana Cristina, ex-servidora da Câmara Municipal de Resende (RJ), usa o sobrenome “Bolsonaro” e é candidata a deputada federal pelo Podemos. Ela disse apoiar a candidatura do ex-marido ao Planalto e considerou “superado” o episódio na Noruega, apesar de ter admitido ter sido pressionada por ele à época.
Conforme a Folha revelou no domingo (23), Bolsonaro mobilizou o Itamaraty, em 2011, como deputado federal, para que o órgão intercedesse em seu favor depois que Ana Cristina viajou para a Noruega com o filho do casal.
Segundo o site do Itamaraty e resposta enviada à reportagem, o órgão não pode interferir em assuntos pessoais de brasileiros no exterior. No entanto, em 2011 localizou e manteve contato com Ana Cristina a pedido de Bolsonaro.
A afirmação dela sobre a suposta ameaça de morte consta da íntegra de um telegrama de julho de 2011 enviado a Brasília pela Embaixada Brasileira em Oslo e escrito por Cardim a partir de informações prestadas pelo vice-cônsul naquele país.
Procurado pela reportagem, o diplomata, professor do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília), disse se recordar do conteúdo do documento. Ele contou que, em julho de 2011, foi acionado por escrito pelo Itamaraty, em Brasília, e também procurado por Bolsonaro, com quem conversou por telefone. Segundo Cardim, Bolsonaro estava contrariado com o fato de sua ex-mulher ter viajado, sem a sua autorização, com o filho para a Noruega.
Depois da conversa com o deputado, o então embaixador recebeu as informações do vice-cônsul do Brasil em Oslo, que havia entrado em contato telefônico com Ana Cristina. Segundo Cardim, o procedimento “segue uma rotina das embaixadas do Brasil”.
“Foi explicada a ela a legislação do Brasil, da Noruega. E aí ela mencionou para o vice-cônsul que estava pensando em pedir asilo. E que teria dito ao vice-cônsul que sofreu uma ameaça de morte do deputado Bolsonaro. E o vice-cônsul me transmitiu isso”, descreveu o ex-embaixador à Folha.
Cardim disse ainda que, com o telegrama, fez apenas “um relato” da situação. “Não estou aqui [no telegrama] julgando se houve ou não essa ameaça. Só estou registrando o fato que ela falou para o vice-cônsul. E ponto. Lá [embaixada] não é delegacia de polícia. Se ela quiser apresentar uma queixa, ela vai a uma delegacia de polícia no Brasil, apresenta, é outro processo, compreende?”, explicou o diplomata.
A conversa de Ana Cristina com o funcionário do Itamaraty, um oficial de chancelaria que exercia a função de vice-cônsul, ocorreu porque Bolsonaro havia procurado, dias antes, a sede do Itamaraty em Brasília para pedir uma intervenção do órgão a respeito do paradeiro de seu filho.
Por lei, segundo o embaixador, uma criança só podia sair do país acompanhada de apenas um dos pais desde que houvesse junto uma autorização do pai ou da mãe que não estivesse na viagem.
A íntegra de outro telegrama, agora também obtida pela Folha, mostra que Bolsonaro relatou ao Itamaraty que Ana Cristina havia obtido um passaporte para seu filho “com base em certidão de nascimento expedida antes do reconhecimento de paternidade feito pelo deputado Bolsonaro”. Dessa forma, no documento constaria apenas o nome da criança como Renan Valle, sem o sobrenome do deputado, e, no campo da filiação, não aparecia o nome do pai. O telegrama não esclarece quando Bolsonaro reconheceu a paternidade do menino.
Na reunião em Brasília, Bolsonaro disse, segundo o telegrama, que seu filho morava há dois anos em sua residência do Rio de Janeiro, “onde frequenta escola e tem sua vida estruturada”. O deputado disse ainda que o gesto da ex-mulher “constituiria falsidade ideológica com intuito de sequestro” e, por isso, pediu a “gestão do Itamaraty para averiguar as condições em que estaria o menor”.
Outro lado
Procurado por meio de sua assessoria, Bolsonaro não havia se pronunciado até o fechamento desta reportagem. Ele está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando de um atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG) no último dia 6.
Em entrevista à Folha na semana passada, Ana Cristina disse que o deputado estava equivocado porque ela não tinha a intenção de fugir com a criança, e sim passar um período de férias na Noruega porque o menino reivindicava a presença da mãe ao seu lado. Ela disse que a ligação telefônica dada pelo pessoal da Embaixada foi para seu marido norueguês, e não para ela.
“Foi uma pressão que [Bolsonaro] fez. Mas é uma questão de pai, de foro íntimo, entendeu, de família mesmo. Eu achava que ele nem deveria ter feito isso, mas se ele fez... E depois acabou tudo bem, ele tirou a ação [que corria no Rio] e ficou tudo bem. [...] É coisa de pai, que eu respeito ele, porque ele tem um amor fora do comum pelos filhos”, disse Ana Cristina.
Nesta terça-feira (25), novamente procurada pela reportagem, Ana Cristina disse por mensagem de aplicativo de telefone celular que “não falou com nenhum cônsul ou vice”. Indagada se falaria com a reportagem ao telefone, ela respondeu: “Sobre este assunto não tenho nada a dizer”. Questionada se houve ameaças de morte de Bolsonaro contra ela por volta de 2009, ela respondeu que havia conversado com seu marido norueguês e ele “falou que não disse nada disso”. “Acho que vocês estão pegando pesado falando isso”, escreveu Ana Cristina.
Procurado pela Folha nesta terça-feira (25) o Itamaraty informou, por meio de sua assessora, que, “em razão do direito constitucional à privacidade, reafirmado na Lei de Acesso à Informação, o Ministério das Relações Exteriores não se pronuncia sobre questões específicas envolvendo brasileiros no exterior”.
https://www1.folha.uol.com.bpode2018/09/ex-mulher-afirmou-ter-sofrido-ameaca-de-morte-de-bolsonaro-diz-itamaraty.shtml
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2018.09.09 12:23 Hewholooksskyward A Candle in the Dark - Chapter 16

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Alcântara, Brazil February 24, 2076
Roger Bériault was no longer a young man, but he raced up to the penthouse Cláudia was currently residing in like an Olympic sprinter. The news of the attempted hijacking had struck him like a thunderbolt, and he could imagine how she would take the news. Her staff parted before him as he burst through the doors of her suite, skidding to a halt as he spotted her at the balcony, overlooking the sea. She turned to face him as he caught his breath, wearing a determined mask as she folded her arms.
“I take it you have heard the news, Senhora,” he said, reading her expression.
“I have,” she confirmed. “It seems I was in error regarding at least some of our “friends” intentions.” She strode to her desk and seated herself behind it, her every movement rigidly controlled. Roger could only guess at the emotions she was experiencing at the moment, for she gave no hint of them.
Only the single-minded determination of a glacier.
“What is the status of the ship?” Cláudia asked. “Was there damage?”
“No, thankfully,” he told her. “Somehow Rom and his people managed to beat off the attack, though I am still waiting on the details.”
She waved off his concerns. “It is not important. What is the ship’s status? How soon could it depart?”
“The ship is still on schedule to break orbit on March 1st, though…” he began, before she quickly cut him off.
“That is not what I asked,” she said sharply. “Is there any reason she could not leave today?
Roger stared at her in shock. “I...that is…” He froze for a moment, his mind running through the potential problems, before regrouping and starting again. “...no,” he said at last, “she could leave today, though it would require some scrambling on their end. But yes...it could be done.”
“Then do it,” she ordered, rising to her feet. “Every second we wait now merely gives our enemies another chance to strike. The only sure method to secure the ship is to place it out of their reach...permanently.”
He took a deep breath and slowly nodded, as the reality of her words sank in. “I will see to it,” he said quietly, “and make the necessary arrangements.” There was a brief pause, and then, “Regarding that other matter...how do you wish to proceed?”
“Leave that to me,” she replied, her dark eyes turning hard as agates.
L1 Lagrange Point
“Move damn you, move!” Rom shouted, as the stream of bodies in both directions of the long corridor threatened to turn into a tangled traffic jam. “Get to your assigned stations and strap in! The clock is ticking!” He turned and swam upstream, expertly dodging the oncoming rush as he headed for the Bridge. The Go order had come as a shock to everyone, and now they were scrambling like madmen to make the deadline.
The loudspeakers emitted a piercing two-tone whistle, before Dharma’s calm voice came over the com: “Spin-up procedures will initiate in five minutes. You have five minutes to secure yourself and your belongings before standard gravity commences.”
Shit. He had to get to the Bridge before then, unless he felt like crawling the rest of the way. Rom redoubled his efforts and grabbed whatever handholds he could find...including the occasional passerby…arriving at the Bridge with at least two minutes to spare.
Captain Eriksen had somehow found the time to change into his dress uniform, looking like a recruiting poster in his whites as he noted Rom’s arrival. “Mister Waterman, are the rest of the passengers and crew secured?” he asked.
“They will be,” he growled in reply as he reached his station and strapped in. He quickly logged in and checked his instruments, sighing in relief. “Board is green, Captain. Ready to start Spin-up on your mark.”
The captain nodded in satisfaction. “Very good,” he said curtly, his own eyes focused on the display before him. In truth Dharma would actually handle most of the procedures herself, but no one was completely comfortable with letting a machine, no matter how advanced, operate unsupervised.
The warbling tone came again. “Spin-up procedures will initiate in one minute. You have one minute to secure yourself and your belongings before standard gravity commences.”
Captain Eriksen checked his panel again. “Mister Waterman, status of the Reactors and Drive.” Again, Dharma could easily have handled that request, but in the short time they’d worked together Rom had learned the Captain was a bit on the old fashioned side...or maybe he just preferred the human element. “Reactors are hot, Captain. Bussard collector is in standby mode, Drive is online and awaiting your command,” he answered, as they all watched the countdown clock slowly tick down.
At “Zero”, a soft groaning could be heard, as the thrusters began to fire. Eriksen raised an eyebrow as Rom waved aside his concerns. “That’s normal, Captain. Well within tolerances.” Satisfied he returned his attention to the console, as the Habitat rings began to spin up to 1g. He could feel the return of his weight as gravity began pushing him deeper into the chair. Another check of his screens, and a nod. “Confirm we are now at 1g, and are clear of all moorings, Captain. Waiting to engage Bussard collectors on your mark.”
An odd smile played across the captain’s face. “There is still one last duty that must be performed, before we can depart,” he chuckled, as he reached into his tunic pocket and unfolded a single piece of paper. “Dharma...open a channel to all hands.”
Her computer-generated voice came back immediately. “Channel is open, Captain.”
“All hands, this is your Captain speaking,” he said in a strong clear voice. “We are set to depart the world of our birth, on a journey to the unknown. We had intended for there to be an official launching and naming ceremony, but events have unfortunately forced our hand. So be it known that on this day, February 24th, 2076, the S.S. Tabula Rasa departed the Sol system for Kapteyn's Star...and that we should arrive on or about June 1st, 2204, ship time.”
Hearing it out loud for the first time drove the length of their journey home in a way nothing else could. Rom was so lost in contemplation that he almost missed the rest of his words. “We carry with us the history and achievements of Mankind,” he continued, “in the hopes that they will be preserved for future generations. For those we leave behind...friends, family, and loved ones...we offer up our prayers for what is to come.” A pall fell over the crew as the Captain voiced what had been long been unsaid. “As for myself...I make this vow. That someday we will return to our birthplace, and share with humanity all we have found in our travels.”
Utter silence filled the great ship, as the crew hung onto every word. “And finally, as we say in my own homeland, Af god begyndelse haabes en god endelse. A good beginning makes a good ending. God be with you all.”
Erickson turned to Rom with a smile. “Mister Waterman...activate the collectors.”
“Aye Captain,” Rom said softly, as he brought the Bussard’s online. The collectors glowed and pulsed as they came to life, drawing in Hydrogen, as the drive system breathed nuclear fire for the first time. Slowly...so very slowly...the great ship began to move, edging clear of its dock, picking up speed as it began its long journey to the stars.
Lights flickered on as a the sound of footsteps echoed within the cavernous space. The trio came to a halt as their leader pressed a button on the remote she carried, sending a command to the hundreds of pods that stood before them. As one they came online, the translucent material sliding back to reveal the sleepers within, now slowly stirring to life. One by one men and women began to emerge, stumbling about in confusion as they looked to one another for answers...before someone spotted the trio before them.
Senhora de Moraes,” General Yuen managed to get out, his throat suddenly parched. “Are we….have we arrived?
Cláudia’s laugh was as cold as a Siberian winter. “Not quite, General,” she informed him, as the armed guards flanking her watched for any signs of a threat. “In fact you are still on Earth...and will remain so for the rest of your life.”
WHAT?” he roared in disbelief, as the other sleepers pressed in around him. “How dare you attempt to extort us now. I demand you transport us to the ship immediately!
“I’m afraid I am unable to comply with your request, General,” she said, as venom dripped off her tongue, “since it has just passed Mars orbit, and is gaining speed.”
The crowd stared at her in shock, only to surge forward as the news sank in. Cláudia’s guards chambered rounds and leveled their weapons, holding them at bay. “You lying bitch,” he snarled. “You empty our pockets, only to leave us behind?
Lightning flashed in her eyes as she returned his glare, measure for measure. “Did you honestly think I would allow any of your kind to poison this, General?” she hissed. “It is because of men and women like you that Mankind now finds itself in this desperate state...treasonous parasites that destroy everything they touch.” Her nostrils flared with cold fury as she stared them down. “Every penny I took from you you stole from your own people. I simply put them to good use…to give humanity one last chance at survival. My conscience is clean. What about yours?
The General’s fists were clenched as he advanced on her, her guards weapons aimed at his chest. He stopped a just short of her, gauging his odds, before pointing his finger at her own. “Know this, puta,” sneering as he delved into her own Portuguese, “there is nowhere on this Earth you will be safe. You should have gone with your ship.” He froze for a moment, cocking his head in calculation. “Why did you remain behind?” he wondered aloud.
An ironic smile appeared on her face. “Because I am well past my child bearing years...and both my parents died of cancer.”
General Yuen stared at her in confusion as she turned on her heel, leaving him and the others in her wake.
Rio de Janeiro
The favela was in flames.
Cláudia sat in her favorite chair on her balcony, sipping a glass of champagne as she looked up at the stars. A twinkle of light had her full attention, more so than the burning ghetto below. Was that the ship she spied? She hoped it was, though it was more likely nothing more than a trick of light.
The stirring aria of Dido’s Lament filled her ears, echoing in the empty halls of her home. She had always loved the opera, and somehow the soaring voice seemed more appropriate now than it ever had before. The once ornate mansion lay stripped bare, every last possession of value sold, her servants dismissed. Even the mansion itself now belonged to another, but she wanted one last night here, in the place that held so many memories. In fact she was so lost in thought, she almost didn’t hear the footsteps behind her.
Almost.
Cláudia turned, rising to her feet to face the man before her, clad in black, his face covered, a silenced pistol pointed at her head. The edges of her lips twitched in a parody of a smile.
“...mind the chair,” she informed the intruder, “it’s Louis XIV.”
The comment bemused the man...so much so he allowed her to finish her glass and set it down. A look passed between them as he fired two rounds into her skull, her lifeless body falling to the floor as he calmly turned around and walked away...the flames below rising ever higher into the night.
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2018.08.23 02:18 LarienDumbert Desabafo de uma roraimense diante das acusações de xenofobia

Como me enoja ver gente de outros estados cobrando de nós roraimenses a caridade que por três anos jorramos em cima dos venezuelanos que fugiram do Socialismo.
Quando alguém de fora de Roraima nos chamar de xenofóbos, vamos lembrar que semana passada venezuelanos mataram um homem à pauladas para roubar os tênis dele e também venezuelanos montaram uma emboscada para matar um senhor, roubar seu carro e vender as peças na Guyana.
Quando disserem que somos cruéis vamos lembrar que três semanas atrás venezuelanos agrediram as ÚNICAS médicas plantonistas da única maternidade de Boa Vista, fazendo assim com que elas saíssem assustadas para fazer um B.O e resultando em bebês mortos no ventre de suas mães.
Quando disserem que somos desumanos vamos lembrar das vezes que as marmitas entregues em TODOS os abrigos, muitas vezes, foram parar no lixo porque os venezuelanos diziam que frango e peixe eram comida pra cachorro, eles queriam carne vermelha. Cavalo dado não se olha os dentes? Esse ditado só existe pra gente.
Quando nos chamarem de covardes vamos lembrar que no HGR nós não temos preferência e que se eu estiver grávida e chegar num posto da prefeitura só vou conseguir uma consulta pra dali uns dois meses, ao passo que a venezuelana que atravessou a fronteira com um filho doente em cada braço e mais um na barriga consegue uma consulta pro outro dia. Ainda falando em grávidas venezuelanas, vamos lembrar que 40% dos partos na maternidade são de bebês filhos de imigrantes.
Quando disserem que somos bárbaros vamos nos recordar do casal de idosos que foi morto à pauladas (impressionante como eles adoram matar roraimense à paulada) por um casal de venezuelanos que tinham conseguido emprego de caseiros no sítio do casal, lembremos do senhor de Mucajaí, seu Japão, que numa festa da cidade foi também foi morto à pauladas por um venezuelano, o que foi a gota d'água para os moradores de lá, que fizeram a mesma coisa que os moradores de Pacaraima.
Quando nos chamarem de egoístas vamos lembrar que há duas semanas atrás um moleque venezuelano de 17 anos matriculado em escola estadual, tendo moradia, família e recebendo auxílio do governo, resolveu entrar em uma facção criminosa que atua no país todo e foi morto e decapitado por uma facção rival que também atua no país todo. Vamos lembrar dos venezuelanos que bateram num militar do EB porque este disse que eles não poderiam entrar bêbados no abrigo e o que fizeram? Tiraram o militar de lá, colocaram outro e deixaram os venezuelanos bêbados entrarem.
Quando falarem que somos insensíveis vamos lembrar dos moradores do bairro Caimbé que vendem suas casas à preço de banana, pois o bairro inteiro virou ponto de prostituição das "oitchenta", venda de drogas e está entregue aos arrombamentos. Meninas de 15/16 anos saem para comprar pão e são assediadas por quem passa por lá e acha que elas são prostitutas ou que entregam drogas. Já pensou você sequer poder pintar seu muro, pois de noite ele já vai tá pichado com o preço dos programas, que aliás, subiu, não é mais 80; é 100.
Quando falarem que somos irracionais vamos lembrar da dona do restaurante da Ataúde Teive que oferecendo água e comida para dois venezuelanos que apareceram chorando na porta dela quase foi morta à pauladas por eles (adoram bater na gente usando pau, impressionante).
Eu mudo de nome se aparecer alguma mulher que já foi assediada por um haitiano ou por um guyanense, e também mudo de nome se não aparecer uma roraimense que já não ouviu "gostôsssa" "delíssia" "chupa mi verga mi amor" de algum venezuelano na rua. Aliás, quem é de fora não tem a pífia noção do respeito que temos pelos haitianos e eles por nós.
Nós nem sabíamos mais o que era sarampo e, nossos muros passaram a ser adesivados com "esta casa está imunizada" para que agentes de endemias que passassem soubessem que todos ali já foram vacinados. Sem mencionar as vezes que os agentes de saúde do bairro pediam 'por favor' para nós vacinarmos. Eu me senti no Antigo Egito com o sangue do cordeiro no batente da minha porta para espantar o Anjo da Morte na hora que vi aquele adesivo no muro da casa da minha mãe. Mas eu não estava no Antigo Egito, estava num estado com 500 mil habitantes que por conta da imigração desenfreada viu em 2018 sua população atingir o número de habitantes esperado para 2040. Eu estava num estado onde vi o número de furtos, roubos, assassinatos e estupros subir de um jeito a ponto de eu deixar de amar um pouco a terra onde nasceram meus ancestrais maternos. Eu tenho medo de morar em Roraima, eu tenho medo de sair de casa depois das 21:00 ainda que seja pra ir a duas esquinas de casa comprar espetinho com farofa.
Não nos importemos com a opinião de quem não sabe nada de nós ou dos males da imigração sem freios, deixem que os grandes jornais com jornalistas safados redigindo matérias mentirosas digam que somos ímpios, enquanto eles não têm coragem de dizer que é o Socialismo de Chavez e Maduro apoiado pelo preso que eles querem como presidente que trouxe isso aos venezuelanos, e agora, os males disso aterrorizam até a nós.
Nós sabemos o que é ter um terreno invadido enquanto um socialista membro de ONG ensina os venezuelanos a dizerem ao dono do terreno que só sairão de lá com mandado. Nós sabemos o que é passar a noite inteira com dor e não ir ao HGR por medo da meningite bacteriana que isolou áreas inteiras. Nós conhecemos a impotência em vermos venezuelanos criando associação para lutar pelos seus direitos no Brasil (?) enquanto a nós, aparentemente, nos resta o medo. Nós sabemos que o número de venezuelanos é tão grande, mas tão grande que, se eles pudessem votar e algum candidato fizesse campanha SÓ para eles, ele seria eleito e entre os primeiros.
Roraima foi povoado por gente que viu no nosso pedaço de chão uma esperança para um futuro que não existia mais em sua terra natal. Roraima SEMPRE abrigou quem veio TRABALHAR ainda que não tivesse onde dormir no fim do dia. Nunca iríamos negar aos venezuelanos as oportunidades que demos aos haitianos e os brasileiros de outros estados. Meu pai saiu de São Paulo e em 1981 chegou em Roraima, casou com uma Makuxi e foi pai de duas índias. Roraima tem mais gente de fora que do próprio estado, com que direito esses apedeutas dizem que somos xenófobos se somos filhos de imigrantes que desbravaram essa terra quando tudo era só mato? Sempre acolhemos todo mundo. E por TRÊS ANOS, TRÊS LONGOS ANOS ajudamos do jeito que podíamos. Há um ditado que diz que toda caridade deve ser anônima, do contrário, é vaidade. E nada do que fizemos por eles foi por vaidade, sempre fomos um povo generoso, sempre acolhemos quem veio sem nada, sozinho, assustado. A nobreza em se pôr no lugar do venezuelano, que tanto nos cobram, nós já tivemos antes mesmo das pessoas que nos xingam conseguirem apontar Roraima no mapa do Brasil.
Não se preocupem em explicar porque não ajudamos, quando nós sabemos que ajudamos até demais, além das nossas forças. Eu lembro de matéria da TV Roraima de uma senhora no Paraviana que abrigou venezuelanos dentro de casa e o marido a chamou de louca. Também lembro que Pacaraima não tinha um homicídio há três anos e numa tarde teve dois assassinatos em plena luz do dia no meio do comércio. Quem nos julga não sabe que venezuelanos em massa já conhecem audiência de custódia, já falam que somos nós que temos que aprender espanhol e não eles o Português, e não é que estavam certos? Afinal, no edital PCRR estão pedindo espanhol para os candidatos que querem ser policiais.
Todo roraimense já sustentou a frase "mas nem todos" e todo roraimense sabe que isso não se aplica mais ao que vivemos. Já se foi o tempo que podíamos separar o ruim, doente e ilegal daqueles poucos que vieram trabalhar. E que diga-se de passagem nem estão mais em Roraima. São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro já receberam venezuelanos com nível superior, solteiros, sem filhos, sem passagens pela polícia, com cartão de vacina em dia e passaporte em mãos. O que sobrou para nós? Os doentes, os que furtam, roubam, assediam, entram no crime e, ainda há os que defendem Chavez. Eu não vi brasileiros xenofóbos em Pacaraima, eu vi pessoas cansadas, com medo, abandonadas pelo Governo Federal enquanto assistem a construção de mais um abrigo no estado ao passo que comerciantes de lá tem que dormir nos seus mercados para impedir que estes sejam arrombados.
Não demos explicações a ninguém. Ninguém sabe quantos roraimenses estão neste momento com medo, ou mutilados, ou internados depois de espancamento, ou quantos estão de LUTO por causa da imigração.
Quem é de fora e nós critica não têm envergadura moral para falar nada, nem a mais rasa e respeitosa crítica, pois nenhuma dessas pessoas teve culhão ou grelo duro (como dizem as feministas apoiadores do Lula) para apontar o nome do sistema que levou os venezuelanos à ruína ou se fez de cego e surdo quando começamos a dizer que vivíamos à beira de uma tragédia anunciada.
Nós não devemos explicações a quem fechou os olhos para os nossos males e só os abriu agora que estamos cansados. A essa gente que nos critica, mas não tece(u) nenhum comentário sobre Chavez, Maduro ou o Socialismo covarde que destruiu o país vizinho nos limitemos a dizer "vão à merda".
Daniele Custódio, 19 de agosto 20:21
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2018.08.18 13:27 Hewholooksskyward A Candle in the Dark - Chapter 1

Welcome all to my latest tale! I especially want to thank Lostfol and livin4donuts for inspiring this story. Hope you guys enjoy it. :)
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PART I

Rio de Janeiro, Brazil May 7, 2071
“...major wheat crop failures are being reported in Canada, Ukraine, and Australia. Compounded with the corn shortfalls reported last month, this news is expected to inflame the food riots in Egypt, Nigeria, and Indonesia, now into their third week. Cairo police have all but dissolved under the onslaught, in many cases joining the other side along with their families…”
“...record temperatures in India are being blamed for over twenty thousand deaths, as Jaipur logged in at 55.3º C (131.6º F)...”
“...heavy fighting continues along the Amur River valley, as Chinese forces persist in their offensive against the Russian Army units guarding the gateway to Siberia. Nuclear forces remain on high alert worldwide, especially in wake of the nuclear exchange in the Middle East two months ago. The repercussions following loss of Damascus, Tel Aviv, and Amman are still being felt, and are now threatening to destabilize the entire region…”
“...the Eastern seaboard of the United States remains under martial law, as fighting between rival factions continues into its third month. Car bombs have been detonated in New York City, Philadelphia, and Baltimore, as elements of the 82nd Airborne and 1st Armored Divisions now guard the streets of Washington, DC…”
“...turn it off.
Roger Bériault set down his small cup of cafezinho, the saucer clanking onto the the glass topped table, as his companion pressed a button and blanked the screen. “Senhora Dona, why are you showing me this? Sadly, I am just as aware of the painful state of affairs our world finds itself in as you are.”
Cláudia de Moraes sipped from her own cup of dark sweet coffee, as she considered the question. “Director General, as CEO and majority shareholder in Votorantim Industrial, I make it my business to keep a close eye on the trends that affect our corporate interests worldwide.” She sighed, and set down her own cup. “But as a citizen, I fear those very same climates are leading us to a precipice...one from which we cannot recover.” She closed her eyes, and said softly, “Director General...Earth is dying.”
Roger looked away, out over the blue waters of the Baía de Guanabara, and whispered, “...I know.” He sighed, and shook his head. “Senhora Dona, I still do not understand why you asked me here. I share your distress in what is happening, but I fear there is very little I can do about it. The ESA is a mere shadow of its former glory...and there is nowhere else for us to go. Not since the Mars Colony failed so spectacularly, and Luna is still far from self sufficient.”
Cláudia raised an eyebrow, and pulled out a thick glossy binder. “I disagree, Director General. There is a place...and with your help, I hope to reach it.” She slid the binder across the table without a word.
The Director General of the European Space Agency picked up the binder, his eyes going wide as he read the cover. “Where did you get this?”
“I have my sources,” she smiled enigmatically.
“I have no doubt,” he replied, as he opened the binder. “Senhora...what you are proposing…yes, it is theoretically possible. I should know, since I was one of the principal architects of this project,” Roger continued, indicating the binder in his lap. “But the same problem exists now as it did then...money. A great deal of money, in fact.”
“How much?” Cláudia asked.
“More than even you have access to, I’m afraid,” he said reluctantly. “Surely you read the Addendum.”
“I did,” she agreed. “One hundred quadrillion US dollars, give or take. Not counting cost overruns.”
“You say that number so easily,” he told her. “I do not suppose you have one hundred quadrillion dollars?”
“I do not,” she chuckled. “That being said...I am confident I can raise it.”
Roger stared at her in disbelief. “Senhora, I have spent years fighting for funding, and I was unable to raise even a small fraction of that amount. What makes you think you can succeed where I and so many others have failed?”
“Let us just say that I have some alternative methods in mind,” she smirked. “But if I can find the funding...can you build it?”
The Director General shook his head. “It is not simply the money, Senhora,” he said quietly. “Project Leviathan would require thousands of skilled workers and scientists, working in concert all around the world. Not only that, there are a number of technologies involved we have not yet perfected. Without those…” he shrugged.
Cláudia rose to her feet and approached him. “Answer me truthfully, Director...if you had the money, if I could draft the personnel you need...could you do it?”
He regarded her for some time, before rising to his feet as well. “Before I answer that question, I have one of my own.”
“Go ahead,” she said.
“...Why?” he suddenly demanded. “Why are you so insistent about this? Most would scoff and call Leviathan a fool’s errand. Sending forty thousand colonists a dozen light years to a barely-charted planet? Madness!” He threw his hands up into the air in bewilderment. “What could you possibly hope to gain from such a lost cause?”
She nodded in understanding, as if she had been expecting this very question. “Come,” Cláudia told him, as she gathered up her green robes and strode towards the balcony. Roger followed in her wake, taking his place beside her at the railing, as she pointed towards a set of hills to the north. “There...that cluster of structures. Do you know what that is?”
Roger peered at the hillside, before shaking his head. “I do not,” he admitted.
“That is one of our many favelas,” she said quietly. “The poorest of the poor reside there, and their numbers grow every day. They fight over scraps. They will kill for a pair of shoes. Their lives are short, and brutal...and they know nothing of the world beyond. History, art, science...it means nothing to them. Art will not fill their bellies. Science will not protect them from the gangs. History will not keep them from an early death.” Her eyes grew dark as she stared at the distant slum. “When I look at them, do you know what I see?”
“No,” he said carefully, “I’m afraid I don’t.”
“Our future,” Cláudia whispered. “No matter how badly we damage this world, some of humanity will survive. We humans are quite good at that.” She bowed her head for a moment, before turning to face him. “But what will we have lost? Mozart. Michelangelo. Shakespeare. Einstein.” She smiled for a moment. “Charlie Chaplin. Everything we have learned, everything we have been...all lost. Nothing more than scraps, fought over by half-naked savages who have no understanding of what they mean.” She took a deep breath, and looked back out over the water. “I see the Mona Lisa...used as firewood.”
Despite the warm air, Roger shuddered. “You paint a bleak picture, Senhora Dona,” he said quietly.
“I know,” she nodded. “That future haunts my dreams, Director. And perhaps...humanity deserves its fate.” She shook her head sadly. “We have poisoned this world, eradicated thousands of species, destroyed entire ecosystems. We have murdered one another since the beginning of time, wiped entire cities off the map, sent nations into the grave. The oceans reclaim our towns and villages, as the rising heat drives us from the equatorial lands.” Cláudia shrugged. “Perhaps we could have avoided this, had we acted sooner, but now? It is far too late. The end is coming, no matter what we do.”
“And you believe Leviathan is our salvation?” he asked.
“No...not our salvation,” she said softly. “Merely a lifeboat. A second chance for humanity...and a way to preserve what we have fought so hard to create.” Cláudia sighed, and faced him. “Ten billion people are not so easily exterminated, Director. As I said, some will survive. Homo Sapiens will go on, in one form or another. But Homo Civilis? Civilized Man? His days are numbered, I’m afraid.” Her eyes bore into his. “If we do not do this now...we will never, ever, get another chance.”
Cláudia seemed lost as she turned away, regarding the favela once more. “When Rome fell, darkness covered the land for a thousand years. How long will the darkness last this time, I wonder?” she whispered.
They stood in silence, gazing into the twilight...until the Director finally spoke.
“...Yes.”
Cláudia turned back to him, her eyebrow raised. “I beg your pardon?”
“Yes...I can build it,” Roger said with a twisted smile. “Find me the money, and I can do it.”
She placed a hand on his arm, with a smile to match his own. “It will not be easy, you know. A thousand difficulties lie before us.”
More,” he chuckled. “But you are not the only one who has spent many a long night staring into a bleak future.” Roger shrugged, suddenly looking almost boyish. “We had such incredible dreams, once. Mankind stepping boldly forward, to embrace his destiny amongst the stars. Watching it all end...it was as if I was losing my soul.”
“It is not over yet,” she vowed. “And perhaps, this lifeboat will one day be mankind’s salvation.”
Roger nodded, and then spun on his heel and retrieved the binder, before returning to the balcony. He flipped it open, and began poring over one of the pages. “We will need a great deal of startup capital immediately,” he informed her, “at least a trillion US dollars. Any less, and not only we will be unable to attract the kind of talent we will need, we will be turned away as crackpots.”
“Done,” Cláudia told him. “I will provide you with the account information. You may begin drawing from it first thing in the morning.”
Roger blinked in surprise as she chuckled. “I have been preparing for this moment a very long time, Director,” she grinned. “All I needed was the right partner.”
He smiled in return holding out his hand. “Do we need to draw up formal documents?” he asked half-jokingly.
Cláudia laughed as she took his hand in hers. “No need. I had them prepared a week ago.” Her laugh grew louder as he stared wide-eyed at her.
“I knew you would agree,” she smirked. “Now...let us build that ship.”
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